Com alta de 6,17%, dólar tem seu melhor mês desde novembro de 2011

Contudo, moeda caiu 2,3% entre janeiro e março, seu pior desempenho trimestral desde o segundo quarto de 2011

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SÃO PAULO – Em um mês marcado por diversas intervenções do governo brasileiro no mercado cambial, o dólar comercial registrou valorização de 6,17%, sua maior alta mensal desde novembro do ano passado, quando subiu 6,44%. Nesta sexta, a moeda subu fechou praticamente estável, registrando leve queda de 0,05%, cotado a R$ 1,8262 na venda. Com isso, a moeda subiu 0,88% na sua segunda semana seguida de alta.

Apesar do forte avanço nesse mês, a desvalorização do dólar continua sendo uma preocupação em 2012, já que nesse primeiro trimestre ela teve recuo de 2,26%, apontando seu pior desempenho trimestral desde a queda de 4,23% no segundo quarto de 2011.

Em dia sem intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar manteve-se no campo negativo por quase todo intraday, chegando a apontar ligeira valorização apenas no final da manhã, mas voltou a cair novamente e mantendo-se no vermelho até o fim da sessão.

Aumento do fundo de ajuda europeu
Nesta data, em comunicado oficial, os ministros de finanças da Zona do Euro declararam que um acordo para elevar os fundos à € 700 bilhões, abaixo das projeções de um valor de € 950 bilhões. O montante foi dividido em € 500 bilhões para responsabilidade do fundo permanente e € 200 bilhões do fundo temporário.

Além desse montante, € 49 bilhões do primeiro fundo destinado a combater a crise – conhecido como EFSM (Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira) -, e € 53 bilhões de euros em empréstimos bilaterais. Os países membros ainda concordaram em fornecer € 150 bilhões em contribuições ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Agenda econômica
Nos EUA, o núcleo do PCE (Personal Consume Expenditure), utilizado como medida oficial de inflação pelo governo, mostrou avanço de 0,1% nos preços em fevereiro, em linha com o esperado pelo mercado. Ainda o Chicago PMI, do nível de atividade industrial da região, atingiu 62,2 pontos, inferior às projeções do mercado, enquanto o Michigan Sentiment veio acima das expectativas do mercado em março.

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Por aqui, atenção a indicadores ligados à atividade industrial. O Índice de Confiança da Indústria registrou alta de 0,5% em março de 2012 sobre o mês anterior, ao passar de 102,5 pontos para 103,0 pontos. Foi o sétimo mês consecutivo abaixo da média histórica desde 2003, de 103,8 pontos. Já o IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria de transformação apontou variação negativa de 0,38% em fevereiro.

Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8247 na compra e R$ 1,8262 na venda, leve baixa de 0,05% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumulou valorização de 6,17% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril  segue cotado a R$ 1,823, valor ligeiramente abaixo do fechamento da última quinta-feira, de R$ 1,824. O contrato com vencimento em maio, atinge R$ 1,839 frente à cotação de R$ 1,836 do fechamento anterior. 

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8221 na venda, queda de 0,61% frente ao fechamento anterior, de R$ 1,8334. Na semana, a Ptax subiu 0,15%, enquanto no mês a alta foi de 6,61%.

Dólar pronto e FRA de cupom cambial
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8240000.

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,84 para junho de 2012.