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SÃO PAULO – O dólar comercial confirmou sua tendência de alta e encerrou o dia com valorização de 0,62%, aos R$ 2,0185. Desta forma, a moeda acumulou ganhos de 1,41% na semana, sendo sua 6ª valorização semanal consecutiva. Com essa cotação, a divisa renovou a máxima obtida desde 22 de junho de 2009, quando alcançou R$ 2,023.
Vale ressaltar ainda que, no intraday, o dólar chegou a ser negociado a cerca de R$ 2,0523. Em meio a forte alta do dólar, o Banco Central anunciou a oferta de 13 mil contratos de “swap cambial” tradicionais – que equivalem à venda de divisas nortes-americanas no mercado futuro. A oferta totalizou US$ 654,3 milhões, com a venda do número máximo de contratos oferecido.
Em sessão de agenda fraca de indicadores econômicos, os investidores seguem aguardando os detalhes da reunião do G-8 para discussão da crise europeia. O encontro entre os líderes das oito maiores potências mundiais termina no sábado. Os participantes devem debater a crise da dívida na Zona do Euro, com atenção especial para a Grécia, além do papel das reservas estratégicas de petróleo em atenuar os choques econômicos com a proibição do União Europeia sobre as importações iranianas, que começa em 1º de julho.
Ainda no front internacional, após o fechamento da sessão anterior, a agência de classificação de risco Moody’s reduziu os ratings de 16 bancos espanhóis e da unidade do banco Santander no Reino Unido, suscitando receio de que a Espanha seja a bola da vez na região. Mais cedo, a Fitch já havia reduzido o rating de longo prazo em moeda estrangeira e local da Grécia.
IBC-Br desacelera
Na agenda doméstica, o único evento divulgado foi o IBC-Br, o sinalizador mensal do PIB divulgado pelo Banco Central. O resultado do indicador decepcionou as projeções dos analistas ao mostrar queda de 0,35% entre fevereiro e março, quando a expectativa era de um avanço de 0,49%.
Essa desaceleração aumentou ainda mais a expectativa de que o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) reduza a taxa básica de juro brasileira na sua próxima reunião, marcada para os dias 29 e 30 de maio, sendo esperado um corte de 0,75 ponto percentual.
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Uma Selic mais baixa acaba ajudando na valorização do dólar em relação ao real, já que esse cenário reduz a rentabilidade dos investimentos em renda fixa do Brasil, diminuindo o fluxo de capital estrangeiro.
Dólar comercial, Futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0170 na compra e R$ 2,0185 na venda, com alta de 0,62% em relação ao fechamento anterior. No mês de maio, o dólar acumula valorização de 5,84%, frente à alta de 4,42% registrada no mês passado. No ano, a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,02%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2,014915, com alta de 0,87% em relação ao fechamento da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,18%, atingindo R$ 2,025216 frente aos R$ 2,02150 do último fechamento.
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Já o dólar PTax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0095, com alta de 0,61% sobre a cotação de quarta-feira.