Com alta das blue chips, Ibovespa sobe mais de 1% e supera os 73 mil pontos

Mercado ainda repercute anúncio do Fed; Vale, Petrobras e siderúrgicas lideram a ponta compradora do índice

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SÃO PAULO – Mantendo a trajetória de alta observada na abertura, o Ibovespa avança mais de 1% no início da tarde desta quinta-feira (4) e ultrapassa os 73 mil pontos. O benchmarck acompanha as principais bolsas externas, sendo que os principais índices europeus e norte-americanos também registram altas de mais de 1%.

As bolsas ainda repercutem o anúncio feito no final da tarde de quarta-feira pelo Federal Reserve, que decidiu iniciar uma nova rodada de medidas de alívio quantitativo, com um novo programa de compra de títulos, avaliado em US$ 600 bilhões. O valor veio em linha com os US$ 500 bilhões estimados pelo mercado.

Já nessa sessão as referência vem do BoE que decidiu nesta manhã manter sua taxa básica de juro em 0,5% ao ano e também anunciou que seguirá com seu programa de injeção de liquidez nos mercados, o qual remete ao montante de £ 200 bilhões em compra de ativos. No mesmo sentido, o BCE (Banco Central Europeu) também optou pela manutenção da taxa básica de juro.

Além disso, o investidor avalia resultados corporativos de companhias de peso tanto no plano interno como no externo, e conta também com indicadores norte-americanos sobre a produtividade da mão-de-obra no país, que foi melhor do que o esperado, e o número de pedidos de seguro desemprego nos EUA, que veio pior do que o projetado pelo mercado.

Ibovespa em alta
O Ibovespa apresenta alta de 1,60% nesta tarde e atinge 73.054 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,594 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações Santander BR UNT (SANB11), que registram valorização de 3,52% e são cotadas a R$ 25,88. O Santander Brasil realizou nesta manhã um evento para anunciar a unificação das marcas Santander e Real. A partir desta data, as agências do Banco Real ganham a identidade visual do Santander.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 SANB11 Santander BR UNT 25,88 +3,52 +10,93 32,30M
 USIM5 Usiminas PNA 22,18 +3,36 -8,90 71,20M
 CSNA3 Sid Nacional ON 29,90 +3,10 +10,30 66,41M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 22,31 +3,00 -6,85 37,44M
 CPLE6 Copel PNB 41,19 +2,98 +13,11 14,68M

Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis ALL AMER LAT ON EG (ALLL3), que são cotados a R$ 16,07 e apresentam baixa de 2,31%. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ALLL3 ALL AMER LAT ON EG 16,07 -2,31 -47,51 9,21M
 MRFG3 Marfrig ON 14,91 -1,91 -21,83 19,61M
 BTOW3 B2W Varejo ON 30,70 -0,97 -35,60 9,05M
 RSID3 Rossi Resid ON 17,15 -0,52 +13,82 13,35M
 VIVO4 Vivo Part PN 49,70 -0,40 -4,79 11,20M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão) 

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Com forte alta das commodities nos mercados externos, destaque também para as ações da Vale que avançam mais de 2% nesta sessão. A mineradora anunciou acordo com a siderúrgica sul-coreana Posco para obras no Ceará. A empresa entrará no empreendimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém com participação de 20%. A Vale deterá 50%, enquanto a Donkuk será responsável por uma fatia de 30%.

Resultados corporativos
Na Europa, o BNP Paribas (+4,33%) viu seu lucro crescer 46% entre julho e setembro, na passagem anual, atingindo € 1,9 bilhão. Da mesma forma, a Unilever anunciou aumento de 19% em seu lucro, suportado pelo forte crescimento dos mercados dos países emergentes, e suas ações sobem mais de 6% na bolsa de Londres.

Já a Alcatel-Lucent vê seus papéis caírem 7% em Paris, depois de ter reportado dados decepcionantes de geração de caixa.

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Agenda doméstica
Por aqui, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou inflação de 1,04% em outubro, um aumento de 0,51 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já a produção industrial brasileira mais uma vez apresentou retração, recuando 0,2% na passagem de agosto para setembro.

Os principais resultados corporativos aguardados para o dia são da B2W Global, Eletropaulo e Lojas Americanas, todos agendados para depois do pregão. 

Câmbio e renda fixa
Depois de interromper uma série de sete altas consecutivas e fechar na última quarta-feira (3) em baixa, o dólar comercial abriu esta sessão de quinta-feira em baixa e permanece no campo negativo no início da tarde, recuando 1,24 %, cotado a R$ 1,679 na venda. O novo movimento de alívio quantitativo do Federal Reserve ajuda a impactar a moeda.

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Já no mercado futuro da BM&F, os principais contratos de juros futuros indicam taxas em alta nesta quinta-feira.

Treasuries e petróleo
Em meio ao momento de alta nas principais bolsas norte-americanas, a procura pelos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de longo prazo nos EUA, recua no início desta tarde. Já o risco-país cai para 171 pontos-base.

No mercado de commodities, as cotações são predominantemente positivas, a exemplo do petróleo e dos principais metais como o ouro e a prata que registram trajetória de alta nesta sessão.