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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a subir no final da sessão e fechou em alta nesta terça-feira, com investidores apreensivos em relação ao agravamento da crise política no cenário doméstico.
Depois da demissão do secretário-geral do PT Silvio Pereira na tarde da última segunda-feira, o partido divulgou nota nesta sessão aceitando o pedido de afastamento de Delúbio Soares do cargo de tesoureiro. Delúbio havia sido acusado por Roberto Jefferson de distribuir “mensalão” a parlamentares da base aliada em troca de apoio político.
Queda no início da tarde
No início da tarde, a moeda norte-americana operou em baixa, com os ingressos de recursos e os sinais de deflação no cenário doméstico pressionando a divisa. Enquanto o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) mostrou queda de 0,20% nos preços em junho, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) da Fundação Getúlio Vargas apurou deflação de 0,05%.
Além disso, como usual às terças-feiras, o mercado de câmbio foi influenciado pela expectativa de atuação do Banco Central. Nesta tarde, a entidade anuncia se realizará ou não leilão de swap cambial nesta semana.
Desde o início de março a autoridade monetária não realiza este tipo de operação, cujo efeito prático é a compra de dólares no mercado no futuro, no entanto, há a perspectiva de que o BC possa voltar a atuar no mercado de câmbio, dado o baixo patamar do dólar.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3750 na compra e R$ 2,3780
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na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7000, representando um ágio de 13,68%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,89% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,37%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 2.402,
alta de 0,38% em relação ao fechamento
de R$ 2.393
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,16%,
atingindo R$ 2.426 frente
à R$ 2.430 do fechamento de
segunda-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,52% para setembro de 2005, com queda de 0,03 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,72%, com baixa de 0,02 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.
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