Com agravamento da crise, HSBC sugere ativos de menor risco

Desmantelamento da Zona Euro poderia reproduzir os efeitos da grande depressão da década de 1930
Euro banknotes and red cubes with a symbol of percent
Euro banknotes and red cubes with a symbol of percent

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SÃO PAULO – O agravamento da crise financeira mundial e o clima de incertezas foram os motivos que levaram o HSBC sugerir que a alocação dos investimentos se afaste dos ativos de risco.

“Agora nós preferimos Tesouro dos EUA e do ouro. Com os governos, pelo menos na Europa, atrapalhados, nenhuma ação política é capaz de evitar riscos de deterioração ou gerar crescimento material. Por isso nós preferimos ter acesso ao risco através dos mercados de crédito, em vez de ações”, dizem os analistas da instituição financeira.

Os especialistas destacam que o clima nos mercados financeiros está complicado, com poucos sinais de soluções para alguns dos mais profundos problemas ainda enfrentados, cinco anos após o início da crise. Segundo eles, o desmantelamento da Zona Euro ultrapassaria os efeitos da recessão global de 2009 e rivalizaria com a grande depressão da década de 1930.

“Tudo parece uma confusão colossal”, dizem. No entanto, eles ressaltam que tem a intenção de adicionar os ativos de mais risco caso haja retorno da dinâmica econômica ou uma resposta política significativa.