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SÃO PAULO – No retorno dos investidores estrangeiros aos mercados, os principais índices acionários no exterior registram ligeira alta, ao passo que o volume deve continuar baixo, ainda mais por conta do feriado público no Reino Unido.
“Até quinta-feira, os volumes devem continuar reduzidos”, escreve em relatório José Francisco Ferreira, ao comentar o menor volume da BM&FBovespa desde 2008, em R$ 1,28 bilhão, contra uma média diária de R$ 6,58 bilhões no mês de dezembro.
Assim como é esperado para todo o restante da última semana do ano, não há eventos políticos de grande relevância agendados nesta terça-feira, após um ano no qual os mercados foram guiados por expectativas de encontros entre líderes europeus e seus comunicados.
Na falta de novidades na Europa, assim como no Brasil, os mercados mais uma vez se voltam aos EUA, onde a agenda de indicadores econômicos novamente deve balizar o comportamento dos mercados. Por lá, o destaque fica por conta dos preços dos imóveis, medidos pelo índice S&P/Case-Shiller. Também serão acompanhados com atenção o índice de confiança do consumidor e o índice de atividade, medido pelo Federal Reserve de Dallas.
Enquanto os números não são revelados, o índice CAC 40, que acompanha a bolsa de Paris, avança 0,52%, assim como o DAX, de Frankfurt, eleva-se 0,34%. O destaque negativo fica por conta do FTSE MIB, de Milão, o qual marca queda de 0,76%.
Falta de confiança
Contudo, ganha certo destaque pelo lado negativo o anúncio de que as instituições financeiras depositaram no BCE (Banco Central Europeu) um montante recorde nas operações overnight na segunda-feira, em € 411,8 bilhões.
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Tal fato sinaliza para a falta de confiança que os bancos possuem entre si, os quais preferem recorrer aos depósitos no BCE em vez de emprestarem entre si, o que reforça a percepção de falta de confiança no mercado interbancário, mesmo após a operação de longo prazo da autoridade monetária na semana anterior, quando emprestou cerca de € 489 bilhões em operações de três anos.
Refletindo esse clima de incertezas, os títulos publicos de dez anos da Itália negociados no mercado secundário novamente superam a barreira psicológica dos 7,00%, enquanto as expectativas pairam sobre a captação de até € 20 bilhões nos próximos dias.
Da China também surgem sinais pouco otimistas. Apesar da forte alta de 24,4% no lucro líquido das companhias industriais locais, o valor representa uma desaceleração sobre os 25,3% registrados nos dez primeiros meses ou sobre os 27,0% entre janeiro e setembro e alimenta os temores de que o país trilhe um caminho de desaceleração com alta inflação.