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SÃO PAULO – Com uma agenda de indicadores vazia e um feriado norte-americano – Dia de Martin Luther King -, que manterá as bolsas fechadas por lá, os demais mercados financeiros globais devem andar de lado neste início de semana, com investidores digerindo o impacto do corte da nota de crédito de nove países europeus pela Standard & Poor’s na sexta-feira.
A agência de notação financeira retirou o triplo A – principal nota na escala de avaliação da agência – da França, além de reduzir a nota de outros oito países europeus. Agora, a classificação francesa está em AA+ e tem perspectiva negativa, o que indica a possibilidade de um novo corte até o final do próximo ano, de acordo com a metodologia da agência.
Após concluir a revisão dos ratings soberanos de 16 das 17 nações que compõem a Zona do Euro, ficando de fora apenas a Grécia, que tem nota CC, a S&P rebaixou a classificação de Chipre, Itália, Portugal, Espanha, Áustria, Malta, Eslováquia e Eslovénia. Os ratings de Alemanha, Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo e Holanda foram mantidos.
E é neste cenário que o Tesouro francês pretende testar a confiança do mercado nesta segunda-feira (16) – num leilão no qual pretende vender € 8,7 bilhões em títulos da dívida.
Grécia no radar
O olhar do mercado também está voltado aos problemas fiscais da Grécia. Segundo relatório do Danske Bank, a expectativa é de que a Troika – entidade internacional formada União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) – retorne à Atenas para continuar as negociações sobre um acordo de participação voluntária do setor privado na reestruturação dívida grega, bem como os detalhes do segundo pacote de resgate ao país.
As conversações com os credores internacionais também devem continuar esta semana, provavelmente na quarta-feira, segundo informações de um funcionário do governo grego à mídia internacional, que preferiu não se identificar. No fim da semana passada, o primeiro-ministro e o ministro de Finanças da Grécia, Lucas Papademos e Evangelos Venizelos, reuniram-se com Charles Dallara e Jean Lemierre, representantes do comitê de credores privados do país, mas as discussões terminaram sem acordo e as conversas foram pausadas.
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As discussões sobre um acordo de troca de dívida, condição para que a nação receba ajuda internacional e evite um default em 20 de março – data de um resgate importante de títulos públicos -, entram na reta final depois de se arrastarem por meses e devem ser concluídas nos próximos dias.