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SÃO PAULO – Após o Ibovespa ter na véspera a maior alta diária em mais de quatro meses, com as ações da Usiminas (USIM3;USIM5) e das empresas do grupo EBX sendo destaque de alta, o noticiário corporativo segue movimentado nesta terça-feira (16).
Em destaque, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o plano do empresário de Abílio Diniz e do novo conselho de administração da BRF (BRFS3) está quase pronto, com uma nova organização da empresa, na equipe de vendas, corte de custos e redução de capital investido.
O objetivo da reestruturação é elevar a lucratividade, com melhora do retorno para os acionistas. Abílio Diniz assumiu a presidência da BRF no final de abril, em substituição a Nildemar Secches e com o apoio dos fundos Tarpon e Previ.
CCX anuncia renúncia de 2 membros do Conselho e altera estatuto
Em ata divulgada na noite da última segunda-feira, a CCX Carvão (CCXC3), empresa de carvão do Grupo EBX, de Eike Batista, anunciou a saída de dois membros do Conselho de Administração, ocorrida na semana passada: Bruno de Rossi Chevalier e Rodolpho Tourinho renunciaram aos cargos. Tourinho também deixou o comitê de auditoria.
Com isso, a companhia decidiu alterar o estatuto, com a exigência mínima para o conselho de auditoria passando de cinco para dois membros, incluindo o presidente, com mandato de um ano para cada um. Luiz de Amaral França Pereira foi reeleito como membro do comitê de auditoria.
Sabesp: suspensão da revisão e Moody’s atribui rating
Em destaque no noticiário corporativo, está a Sabesp (SBSP3). A companhia informou no final da segunda-feira que a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) suspendeu duas etapas do processo de revisão tarifária da empresa por falta de quórum da diretoria da agência.
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As etapas suspensas consideram a realização de audiência pública sobre a tarifa média máxima final e a publicação dos resultados da revisão do segundo ciclo a partir de setembro deste ano.
Segundo a Arsesp, ambas as etapas deveriam ser tornadas públicas até os dias 12 de julho e 09 de agosto, respectivamente. O quórum mínimo para deliberação é de três dos cinco membros da diretoria, sendo que atualmente, dois cargos estão vagos e um terceiro ainda não tomou posse.
Também em destaque, a agência de classificação de risco Moody’s atribuiu, pela primeira vez, um rating à Sabesp, possuindo nota Baa3 na escala global e Aa1.br na escala nacional brasileira. A perspectiva é estável para todos os ratings.
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Segundo a agência, os ratings de emissor Baa3/Aa1.br refletem os indicadores de crédito adequados da Sabesp para a categoria de rating e seu fluxo de caixa relativamente estável, sustentado principalmente por contratos de longo prazo assinados com a maioria dos municípios em que a companhia provê serviços de saneamento no Estado de São Paulo.
“O histórico da SABESP de recebimento pontual de ajustes tarifários nos últimos dez anos, juntamente com sua comprovada experiência na distribuição de água e prestação de serviços de saneamento também sustentam os ratings assim como o forte controle representado por seu acionista principal, o governo do Estado de São Paulo”, afirma a Moody’s.
Por outro lado, as incertezas relacionadas à evolução do ambiente regulatório do Brasil e a falta de contratos formais na prestação de serviços de saneamento para alguns municípios limitam os ratings assim como o elevado programa de investimentos e a falta de mecanismos adequados de hedge cambial para mitigar a volatilidade da taxa de câmbio em relação à dívida em moeda estrangeira. “A potencial interferência política nas operações da companhia assim como o atual ambiente regulatório limitam ainda mais os ratings”, destaca a agência.
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MRV: aumento de 50% nas vendas contratadas
A construtora e incorporadora MRV (MRVE3) teve aumento de quase 50 por cento nas vendas contratadas do segundo trimestre na comparação anual, com foco maior na venda de estoques, enquanto os lançamentos caíram cerca de 40 por cento no período.
As vendas cresceram 47 por cento em relação ao segundo trimestre de 2012, para 1,381 bilhão de reais, informou a companhia nesta segunda-feira. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o avanço foi de 26 por cento.
A companhia encerrou o primeiro semestre com vendas de 2,476 bilhões de reais, alta de 41 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
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Vendas contratadas da Cyrela somam R$ 1,47 bi no 2º trimestre
A Cyrela (CYRE3) registrou vendas contratadas de R$ 1,47 bilhão no segundo trimestre, ante R$ 1,06 bilhões um ano antes, informou a companhia na noite da última segunda-feira.
Considerando os parceiros, as vendas no trimestre foram de R$ 2,18 bilhões, alta de 66% na comparação anual. Desta forma, a participação da companhia neste resultado foi de 67,4%, frente aos 80,8% registrados no mesmo trimestre do ano anterior.
Os lançamentos da Cyrela do segundo trimestre foram de R$ 1,25 bilhão no período, frente a R$ 911,3 milhões um ano antes.
O número considerando parceiros atingiu R$ 1,76 bilhão, um crescimento de 61,8% em relação ao mesmo período um ano antes. Destes, R$ 492 milhões são no segmento MCMV Faixa 1, através da joint venture Cury.
Eztec anuncia VGV de R$ 333,8 milhões
A Eztec (EZTC3) também anunciou a prévia dos resultados operacionais do segundo trimestre, totalizando lançamentos de 323 unidades, para um VGV (Valor de Geral de Vendas) total de R$ 333,8 milhões.
As vendas contratadas com participação Eztec atingiram R$ 363 milhões no segundo trimestre de 2013. Foram adquiridos 3 novos terrenos no segundo trimestre, acrescentando R$323,8 milhões em VGV próprio ao banco de terrenos da companhia. Todos os terrenos adquiridos ficam na cidade de São Paulo.
Aberdeen reduz participação na Cremer
Após a Tarpon Investimentos divulgar aumento da participação nas ações da Cremer (CREM3) na véspera, a Aberdeen Asset Management anunciou que, no dia 12 de julho, diminuiu a fatia nos papéis da companhia. A Aberdeen vendeu 1,4 milhão de ações da Cremer, diminuindo assim a sua participação para 4,13%.
Venda de CSA para CSN não é iminente, diz fonte à Reuters
A Reuters informou que a planejada venda da usina da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) pelo grupo alemão ThyssenKrupp não deve acontecer rapidamente, afirmou uma fonte próxima da transação depois que um jornal publicou que um acordo havia sido alcançado.
A ThyssenKrupp tem tentado vender a unidade Steel Americas, formada pela CSA e por uma usina laminadora nos Estados Unidos, desde pelo menos o ano passado em uma estratégia para focar em produtos e serviços com margens de lucro maiores como elevadores, submarinos e componentes para construção de instalações industriais.
O jornal O Estado de S. Paulo publicou em seu site no final da segunda-feira que a ThyssenKrupp tinha concordado em vender uma participação majoritária na CSA para a CSN (CSNA3), mas não deu detalhes sobre a fonte da informação.
Moody’s começa a duvidar da palavra de Eike e rebaixa OGX
A Moody’s rebaixou a OGX Petróleo (OGXP3) para Ca – a segunda nota mais baixa da agência, bastante próxima de um calote -, com perspectiva negativa. Com grandes dívidas e geração de caixa decepcionante, a companhia se aproxima cada vez de um calote.
“Há cada vez menos expectativa de que a OGX possa exercer a opção de venda de US$ 1 bilhão em ações que foi garantida por seu controlador, já que os membros do conselho independentes deixaram a companhia”, afirma Gretchen French, vice-presidente da Moody’s. A companhia pode ter o rating retirado caso entre em reestruturação.