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SÃO PAULO – Para o investidor de perfil mais conservador, que visa preservar seu capital e obter algum retorno, mas sem se expor aos riscos da renda variável, uma ótima alternativa são os títulos do Tesouro Direto. As diversas modalidades de notas, sejam pré ou pós-fixadas, geralmente fornecem a segurança de um título do governo, que ainda paga inflação e mais um juro. Para quem aplica no mercado de ações, não deixa de ser uma opção de diversificação.
Mas a diversidade de notas oferecidas pode dificultar a escolha. NTN-B, NTN-C, NTN-F, LTN ou LFT, cada uma traz suas particularidades. As duas primeiras alternativas representam notas indexadas à inflação, enquanto as duas seguintes representam títulos pré-fixados. A LFT, por sua vez, é indexada à taxa Selic.
Com a Selic em baixa?
Dentre as opções, o novo cenário de juro básico de um dígito da economia brasileira impõe desafio extra à escolha. Com a tendência da Selic em baixa e ainda sob a percepção de que o ciclo de afrouxo monetário está próximo do fim, qual a melhor opção para o investidor?
“Para o investidor que quer ficar pouco tempo com o título, para um curto prazo, eu ainda ficaria com o pré-fixado, porque ele aproveita ainda a gordura das taxas mais altas”, revela Alexandre de Macedo Marques, da analista da Elite Corretora.
Para segurar mais
Mas Marques não esquece de ressaltar que tudo depende do perfil de cada investidor e do prazo de investimento. Para quem está comprando e quer deixar o dinheiro parado por um tempo, “acho mais legal – porque a gente não sabe como vai ser a inflação para frente – os que te pagam inflação mais o juro”, neste caso, o analista lembra do NTN-B.
Para esta opção, a receita é proteger o capital da inflação, tendo em vista que o título é atrelado às variações do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ainda com um juro definido no momento da compra, com pagamento semestral. Há também a opção do NTN-B principal, em que o pagamento é realizado somente na data de vencimento do título.
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Baixo risco
Ainda assim, o cenário atual é de inflação relativamente comportada e deve ficar assim, com base no relatório Focus
das últimas semanas. “Mas a gente não tem certeza absoluta disso. Pelo menos você está com seu capital garantido no IPCA”. Lembrando do caráter mais conservador desta modalidade de aplicação.
Marques deixa uma última dica para o investidor: sempre lembrar que as taxas que têm disponíveis para compra são válidas até o vencimento do papel. “Se você compra um título com uma taxa um pouco mais alta e acontece alguma coisa que os juros caem, você engorda seu título também”.
É importante ressaltar que todo processo de compra dos títulos do Tesouro Direto é realizado pelo próprio cliente, em ambiente seguro de negociação e as notas ficam seguradas na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). “O risco destes títulos virarem pó também é muito pequeno, afinal, são títulos do governo”, conclui o analista.