Com a recente melhora dos mercados, é hora de voltar a investir em fundos de ações?

Para o HSBC, novos aportes não são recomendados, mas atuais posições devem ser mantidas com perspectivas de médio prazo

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SÃO PAULO – A existência e a magnitude de impactos da crise nos mercados financeiros sobre a economia norte-americana ainda são desconhecidas, o que leva analistas a recomendarem cautela aos investidores, diante da possibilidade de novos desdobramentos da crise subprime e de volatilidade adicional às bolsas de todo o mundo.

Apesar deste clima de incertezas, o que se observa é que, nos últimos dias, os mercados globais deram os primeiros passos rumo à recuperação das perdas acumuladas desde o fim de julho.

É neste cenário que aqueles que investem, ou pretendem investir em fundos de ações, se questionam se o momento já seria oportuno para renovar posições em aplicações ligadas à renda variável. Na opinião do HSBC, a recente melhora de ambiente, assim como o investimento em fundos de ações, deve ser avaliada com certa prudência.

Não a novos aportes, sim à manutenção de posições

“Apesar da melhora na última semana, esperamos que o mercado de ações continue exibindo volatilidade no curto prazo, pois as incertezas externas seguem elevadas”, diz o banco em relatório. Assim, o HSBC não vê, atualmente, na esfera financeira um bom momento para novos aportes em fundos de ações.

Contudo, para quem já possui investimentos nestes fundos, e tem perfil de risco adequado a resistir a períodos de turbulência e perdas no curto prazo, a recomendação é de manutenção das aplicações em fundos de ações.

Isto porque, na opinião do HSBC, num horizonte de médio prazo os fundamentos internos seguem positivos, diante da projeção de lucros saudáveis das empresas, do patamar mais baixo das taxas de juros domésticas (a despeito da percepção de maior cautela por parte do Copom) e da perspectiva de que o Brasil alcance o grau de investimento.

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Em conjunto, estes fatores tendem a beneficiar os fundos de ações no médio e longo prazo, ressarcindo ou minimizando as perdas acumuladas nas últimas semanas.