Com a bolsa completamente de lado, é hora do investidor sentar e definir prazos

Entrada de setembro tem os indicadores mais importantes; uma possibilidade e uma certeza podem fazer a diferença

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SÃO PAULO – De lado, literalmente. Com queda de 0,05% acumulada na semana, o Ibovespa quebrou um ciclo de seis semanas consecutivas de valorização. Apenas formalmente. Afinal, o percentual acumulado justifica certa indefinição do mercado, não justifica falar em baixa.

A entrada de setembro promete fortes emoções. Logo na primeira semana do mês, o investidor será fuzilado pela agenda de indicadores. Reunião do Copom, ata do Fed, Employment Report, entre muitas outras divulgações. A indefinição tende a ser definida pelo rumo que cada indicador apontar.

Uma questão de prazo

Isso no curtíssimo prazo. “No curtíssimo prazo, pode ser que o Ibovespa fique trabalhando por volta disso para que novos dados permitam uma retomada do processo de alta”, afirma André Paes, diretor de estratégia e produtos da Infinity Asset Management.

A grande dúvida persiste: ainda há espaço para ganhos? Invariavelmente, a resposta depende do prazo. “Se estamos falando para médio e longo prazo, acho que a bolsa brasileira tem um espaço muito grande para subir ainda, por uma série de fundamentos”, acredita Paes.

Movimentação

Certeza é de muita movimentação nos próximos pregões. A segunda-feira tem dados da indústria no Brasil e Chicago PMI lá fora. A terça destaca o setor imobiliário dos EUA, enquanto a quarta é o grande dia, com resultado da reunião do Copom e ata do Federal Reserve. Além da sexta-feira, que traz o Employment Report.

Dos dois eventos mais importantes, da ata do Fed se espera algum indício sobre estratégias de escape às políticas monetária e fiscal ao extremo. Do Copom, a equipe da Ativa acredita que “não faltarão pressões para que o BC volte a cortar juros na reunião da próxima semana.” Mas tem sempre aquele paradoxo. “Apesar da taxa básica se encontrar em nível historicamente baixo, ainda é um dos mais altos do mundo”, pondera.

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Duas surpresas

Mas as duas surpresas estão fora deste foco. A segunda-feira traz a definição do marco regulatório do pré-sal, que tem tudo para mexer com os papéis da Petrobras e, consequentemente, com o Ibovespa. A outra surpresa é uma possibilidade: Mantega recentemente sugeriu que a Moody’s deve promover o Brasil a investment grade em setembro. Setembro começa na próxima terça-feira.

Entre estas e outras, sempre é preciso definir prazos. Fora o curtíssimo prazo e esta infinidade de referências da semana, André Paes diz que “não apostaria em baixa. Nem no curto, nem no médio, nem no longo prazo”.