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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta sexta-feira (15) em queda de três pontos-base, atingindo 168 pontos. O movimento do indicador se deu em meio a divulgação de importantes referências no mercado norte-americano, que trouxe um clima instável às bolsas internacionais nesta sessão.
Apenas nesta semana, o indicador de risco-País registrou queda de 29 pontos-base, ou 14,72%, em relação à sua pontuação na última sexta-feira, 8 de outubro.
O dia também foi de discursos no front internacional, com destaque para a fala do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nos Estados Unidos. O chefe da autoridade monetária norte-americana sinalizou que o Fed poderá tomar novas medidas de estimulo à economia dos EUA em breve, ressaltando a boa resposta à primeira rodada de compra de ativos nos Estados Unidos e no Reino Unido. A próxima reunião da instituição está marcada para os dias 2 e 3 de novembro.
Cabe destacar ainda que o movimento de queda verificado pelo indicador de risco-País nos últimos pregões reflete em partes o maior volume de compra de títulos públicos brasileiros pelos investidores em meio à alta auferida nas últimas pesquisas de intenção de voto pelo candidato José Serra, do PSDB, à presidência da República.
Isso porque o candidato tucano é apontado por sua postura de maior rigidez econômica, enquanto que sua adversária na disputa pelo comando do País, a candidata Dilma Rousseff, do PT, chegou a afirmar recentemente que o corte de custos no governo poderia ser considerado como um “crime”.
Agenda
Entre os indicadores econômicos revelados nos EUA nesta sexta-feira, chamou atenção o orçamento do governo norte-americano, que registrou déficit de US$ 34,493 bilhões em setembro, de acordo com comunicado do Tesouro. As projeções apontavam para um saldo deficitário em US$ 33,5 bilhões. No ano fiscal terminado em setembro, o déficit acumulado foi de US$ 1,294 trilhão. Este foi o segundo maior déficit orçamentário da história dos Estados Unidos, considerando-se o período pós 2ª Guerra Mundial, atrás apenas de 2009.
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Outros dados da agenda econômica norte-americana surpreenderam. O volume das vendas ao mercado varejista dos EUA subiu 0,6% durante o mês de setembro, enquanto os analistas projetavam uma alta de 0,4% no período. O CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação positiva de 0,1% em setembro, ficando abaixo da variação de 0,2% esperada pelo mercado.
Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em outubro. Os números prévios do Michigan Sentiment apontaram 67,9 pontos, enquanto as projeções indicavam 68,5 pontos. Em setembro, o indicador havia atingido 68,2 pontos.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,39% na noite desta sexta-feira, cotado a 140,40 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 168 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.