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Recentemente estávamos com preço do petróleo na ordem de US$ 100. O mesmo era cogitado para o final de 2008 em US$ 200. Porém, ele bateu seu recorde de US$ 150 e, atualmente, está perto de US$ 121. O consumo do petróleo cresceu em torno de 35% a 40% nos últimos cinco anos. E a negociação nas bolsas avançou em torno de 4 vezes a produção mundial.
Recentemente foi feita uma pesquisa em que o valor correto do petróleo sem a mega especulação seria de US$ 95. Agora pergunto: qual será o número ideal para o final do ano? Pelo jeito vai depender das posições dos especuladores, pois neste caso nem com bola de cristal será possível saber.
| “Se ocorrer a recuperação e a bolsa fechar no azul, é bom agradecer” |
O mesmo está ocorrendo com a nossa bolsa de valores. Estávamos recentemente perto dos 75.000 pontos, e após o investment grade falavam em 85.000 pontos para o final de 2008. No entanto, após a promoção o quadro virou em junho para 65.000 pontos, e atualmente, em cerca de 56.000 pontos.
De acordo com os analistas, para o final do ano, se ocorrer a recuperação e fechar no azul, é bom agradecer, pois o cenário ainda está incerto. O peso da Petrobras e da Vale está pressionando o mercado para baixo. O momento é aguardar e quem está posicionado terá que ter paciência. Sair agora é contabilizar o prejuízo.
Já a renda fixa, o ajuste com o aumento de 0,75 ponto percentual não surpreendeu o mercado. Agora recentemente os índices de inflação desaceleraram, mas na última ata do Copom, o nosso presidente Henrique Meirelles afirmou que continuará a batalha contra a inflação custe o que custar, mesmo com o aumento do serviço da dívida interna, mais o custo de carregamento das nossas reservas internacionais.
O nosso real permanece firme e forte em relação ao dólar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já não sabe o que fazer para diminuir a valorização do real. A taxa R$ 1,56 está bem perto da taxa de resistência de R$ 1,50, e caso esta valorização venha ocorrer, alguns setores de exportação ficarão comprometidos.
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Desta forma vai ser difícil o dólar se valorizar com as nossas taxas de juros. Dinheiro para renda fixa continuará entrando. E, apesar do déficit em transações correntes de US$ 17 bilhões, o mesmo não consegue subir nem com as intervenções do BC. A valorização do dólar está sendo uma grande batalha para o governo.
Reginaldo Siaca é gerente de Câmbio da corretora TOV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br