Publicidade
Quem diria que os EUA estariam sendo o carro chefe desta crise, em ver GM, Ford, grupo Citibank à beira da falência, caso não haja socorro do governo. Estamos basicamente a 30 dias para terminar 2008 e o mercado já espera que o quarto trimestre será um dos piores dos últimos tempos, dado que a crise é diferenciada: globalizada e não localizada – já atingiu todos os continentes.
A recessão, a deflação e o mais preocupante, a depressão. Falando em dados estatísticos, números, é bem fácil visualizar o tsunami no mercado financeiro. Por exemplo, todas as commodities caíram perto de 50%. A mais expressiva foi o petróleo, que saiu de US$ 40 o barril, bateu US$ 149 e hoje, US$ 53. No geral, foi o que aconteceu também com ativos de bancos, empresas, além do PIB de cada pais, que está reduzindo a cada dia.
| “A cada dia projeções tornam-se mero chute” |
Desta forma só vamos ver como se comportará a economia mundial a partir do primeiro trimestre de 2009, quando teremos o que será para a economia mundial se recuperar diante da crise. Alguns analistas otimistas esperam que a economia se recupere em dois anos, outros, no mínimo cinco anos. Ainda não sabemos o que teremos pela frente e pelo jeito boa coisa não é.
O Brasil não ficaria atrás deste trágico acontecimento. Em nosso mercado local, estamos vendo a atuação diária do Banco Central referente à grande desvalorização do real diante do dólar. O BC está diminuindo o depósito compulsório para aumentar a liquidez no mercado. E está realizando diariamente leilão de dólar swap, linha e spot. Até a semana passada, teria injetado perto de US$ 46 bilhões e R$ 156 bilhões no mercado financeiro.
Há também a fusão dos bancos Itaú/Unibanco e a autonomia do Bacen de regulamentar o Banco do Brasil para a aquisição de novos bancos, adquirindo a Nossa Caixa. O nosso sistema bancário está sólido? Nossos bancos não foram atingidos?
A nossa bolsa está de acordo o mercado internacional, oscilando de acordo com as notícias, pois a liquidez está diminuindo. De modo que a cada dia projeções tornam-se mero chute.
Continua depois da publicidade
Reginaldo Siaca é gerente de Câmbio da corretora TOV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br