Colunista InfoMoney: Expectativa para segundo semestre

Iniciamos com a esperança e a ansiedade para retomada do crescimento da economia mundial e principalmente do Brasil
O segundo tempo começa. Iniciamos com a esperança e a ansiedade para retomada do crescimento da economia mundial e principalmente do Brasil. O compasso desta retomada será lento, de uma forma cautelosa, pois a situação não está sob controle.

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Nos EUA particularmente o crescimento está parado. Os indicadores não estão nada animadores: maior índice de desemprego dos últimos 60 anos, confiança do consumidor em baixa e a situação dos bancos ainda duvidosa. A forma como estão sendo contabilizados os ativos do subprime carrega incertezas.

A Europa também está com o problema de desemprego bem acentuado. Por sua vez, a China e a Índia são os países que permanecerão à frente do crescimento global. As commodities recuam um pouco, pois a performance de junho foi acima do esperado, principalmente o petróleo.

“Juros para o final de 2009 a 8,5% ao ano, dólar a R$ 2,05 e bolsa a 65.000 pontos”

No cenário nacional obtivemos uma boa performance, pois a crise está aparentemente estabilizada, mas a cautela é fator preponderante neste momento. A balança comercial foi superavitária, acima das expectativas, principalmente no mês de junho – acima de US$ 4 bilhões.

Neste período a valorização do real está muito forte: a ptax no dia 2 de janeiro estava com taxa de venda de R$ 2.3298 e a do dia 3 de julho estava com taxa de venda de R$ 1.9474. Alem do fluxo da balança comercial, tivemos o fluxo de renda fixa e bolsa de valores. Somente no mês passado tivemos o sucesso do IPO da VisaNet, superior a US$ 2 bilhões.

A bolsa foi o maior rendimento neste semestre. Quem investiu na hora certa colheu bons resultados. Porém, no mês de junho, a bolsa ficou estabilizada nos 51.000 pontos. A expectativa para o final do ano é superior a 65.000 pontos.

No segmento dos juros, o BC surpreendeu o mercado reduzindo a Selic em um ponto percentual, hoje estamos no patamar de 9,25% ao ano. Para a próxima reunião o mercado avalia uma redução entre 0,25 ponto a 0,50 ponto. As previsões estão sendo feitas de acordo com as oscilações de mercado.

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Juros para o final de 2009 a 8,5% ao ano, dólar a R$ 2,05, bolsa a 65.000 pontos e crescimento do PIB perto de 0,5%. Todas estas previsões estão se ajustando, de acordo com os acontecimentos, e, neste ano, já foram alteradas diversas vezes e serão novamente, conforme as oscilações. Estamos vivenciando uma crise de quase nove meses.

Cautela é sempre bom, mas ser otimista neste ano é ainda melhor.

Reginaldo Siaca é gerente da Advanced Corretora de Câmbio e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br