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Pois bem, passaram mais alguns dias e a rotina voltou à sua realidade crua e nua. O mercado apenas alterou o último dígito do calendário de 2008 para 2009. Por mais magia que temos no universo, seria impossível reverter este quadro da crise internacional em apenas uma semana.
A instabilidade no mercado financeiro global trouxe de volta as oscilações bruscas. O único ativo em tendência de queda seria o juro a 13,75%, pois o mercado inteiro espera uma redução mínima de 0,50 ponto percentual; mesmo assim o Brasil é o topo da taxa mais alta do mundo.
| “Os governos estão administrando o mercado falido” |
A bolsa retornou para os 38 mil pontos, no dia 15 de janeiro o dólar bateu em R$ 2,3880 e o preço do petróleo foi abaixo dos US$ 38,00 o barril. No Brasil, na primeira quinzena de janeiro, já estamos com déficit de US$ 500 milhões. O BC brasileiro tem atuado todos os dias, porém a volatilidade do dólar em relação ao real continua forte.
O mercado global já estava aguardando que a temporada de resultados do quarto trimestre estaria comprometida. Pois bem, os números estão começando aparecer de forma pior do que o esperado.
Então voltamos à rotina. A crise chegou ao ponto de que os nossos governantes estão preocupados em saber de que forma iremos atacar este problema. A realidade chegou no Brasil com o sumiço de 600 mil postos de trabalho em dezembro, 100% acima da média de dezembro de 2007. As empresas começaram a dispensar funcionários independente de saber o tamanho do buraco.
O empresário não quer saber de diminuir os preços e aumentar a produção e sim dispensar funcionários. Porém este aspecto não foi apenas no Brasil: as demissões estão ocorrendo em massa a nível global.
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Esta semana teremos os balanços de bancos e multinacionais e a expectativa não é das melhores. O preço das commodities caiu quase 60%, o consumo diminui e a produção também. O fator preponderante será a performance do mercado no primeiro trimestre de 2009. Aí sim saberemos como está a saúde do mercado globalizado, pois, no momento, os governos estão administrando o mercado falido.
Reginaldo Siaca é gerente de Câmbio da corretora TOV e escreve mensalmente na InfoMoney, às terças-feiras.
reginaldo.siaca@infomoney.com.br