Colecionando carros? Placa preta isenta de IPVA e pode triplicar o valor do veículo

Mas a placa só é concedida aos carros com peças originais, e manutenção é sempre mais cara do que a de um veículo normal

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – Colecionar carros é um hábito que poucas pessoas cultivam. Não pela falta de interesse, mas pelo investimento que esse tipo de hobby exige. Porém, para quem se dispõe a isso, o sacrifício pode valer a pena.

O primeiro ponto é a isenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotivo), já que, em alguns estados, os veículos automotores terrestres com mais de 20 anos de fabricação não pagam o imposto – a idade de isenção pode variar de um estado para outro.

Além disso, ter um carro antigo, com o maior número possível de peças originais, pode fazer com que o veículo tenha a tão sonhada placa preta, o que pode triplicar o valor do carro.

“Um carro de 30 anos de idade, que em condições normais vale R$ 5 mil, se ganha a placa preta, o preço vai triplicar”, explica o consultor de mercado da Molicar, Vitor Meizikas Filho. “Além disso, nos estados onde não existe a isenção do IPVA por idade do veículo, um carro com placa preta pode pleitear o não pagamento do imposto”, completa.

Mais colecionadores

Segundo o consultor, o número de colecionadores de carros cresceu no Brasil, a partir de 2000. “Mas há os colecionadores que tem 10 modelos e os que dois ou três. Tem gente que realmente investe, que tem aparato de oficina e de restauração, que viaja para outros países em busca de produtos”, diz.

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Meizikas também lembra que, na cidade de São Paulo, já existem oficinas específicas para carros de coleção. “A manutenção desses carros é diferenciada. Carro foi feito para rodar, mas quem faz coleção sai mais para ir a eventos de carros antigos. A imobilização causa danos e, por isso, há garagens especializadas para esse tipo de carro, que ligam o carro uma vez por semana. Até porque, se não funcionar, vai ter um carro só para olhar, e a coleção perde o sentido”, diz, lembrando que a manutenção e a mão-de-obra costuma ser sempre mais cara que a de um carro normal.

Clássicos nacionais

No mês de novembro, o clássico nacional Opala foi o mais procurado no site da Webmotors. O modelo, em condições normais de conservação, pode custar R$ 5 mil. “Quando tratado por um colecionador o valor pode chegar a R$ 15 mil, e não é raro encontrar por R$ 30 mil”, diz o consultor.

“Os nacionais com mais de 30 anos custam em média de R$ 30 mil a R$ 40 mil. Mas os carros dos anos 50 e importados chegam a custar R$ 100 mil”, completa.

Mas, segundo o consultor, o que atrai um colecionador não é um carro antigo bem conservado, mas uma versão especial, como o Opala Diplomata ou Comodoro.

Mais buscados

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Além do Chevrolet Opala, com 77,9 mil buscas, o site da Webmotors registrou grandes procuras por veículos como o Volkswagen Fusca (64,3 mil buscas), Chevrolet Chevette (41,8 mil), Ford Maverick (30,3 mil), Fiat 147 (17,3 mil) e Ford Landau (11 mil).