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As principais educacionais da Bolsa, Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3), divulgam seus resultados nesta quarta-feira, 11, após o fechamento do mercado.
Para analistas, as duas companhias devem apresentar dados mistos, com desempenho positivo na receita da vertical híbrida, no caso da Yduqs, e fluxo de caixa positivo para Cogna (COGN3), mas com impacto negativo de adiamento de vendas no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNDL).
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Cogna
Na frente mais negativa, a Cogna deve apresentar difícil crescimento e margens abaixo do consenso para o JPMorgan. O banco estrangeiro considera que o crescimento de receita deve desacelerar, em especial por crescimento mais fraco de Kroton e pelo adiamento do PNDL.
“A margem de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado deve contrair 4,3 p.p. na comparação anual (a/) sobre uma base de receita mais fraca, ficando 3,7 p.p. abaixo do consenso, o que leva a uma contração de 7% no EBITDA ajustado (‑11% vs. consenso)”, afirma o JPMorgan.
O banco considera que a margem deve ser menor nos próximos anos e revisou a recomendação de preço-alvo para dezembro de 2026, de R$ 6,50 para R$ 6,00.
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Já o Itaú BBA projeta crescimento de 4% na comparação anual na receita de Kroton, mesmo considerando base de comparação desafiadora. A dinâmica mais fraca em Saber causada pelo atraso do PNDL pode ser compensada por desempenho positivo de Vasta. O banco projeta aumento de 3% ano contra ano na receita líquida consolidada.
“A rentabilidade deve ser impactada por margens mais baixas tanto em Kroton quanto em Saber. Por fim, estimamos um FCF positivo de R$ 56 milhões, ajustado pelo desembolso de R$ 420 milhões relacionado à oferta de recompra de ações (tender offer) de Vasta”, diz.
Yduqs
O JPMorgan considera que o guidance (orientações de indicadores fornecidas anteriormente) deve ser perdido, mas que os dados devem vir um pouco acima do consenso. A expectativa é de crescimento de receita acelerado para 7% na comparação anual. A expansão de margem deve ficar em 2,5 pontos percentuais, acima dos 1,7 p.p. projetados no consenso, causado por maior rentabilidade nos campi.
“Esperamos que a Yduqs reduza seu guidance de lucro por ação (EPS) para 2026, ainda que isso já esteja incorporado nas estimativas de consenso”, diz o banco estrangeiro.
O BBA, por sua vez, espera que os números atuais acompanhem o observado nos últimos 9 meses. Um fator detrator nos dados poderia ser o impacto das primeiras restrições de regulamentação ao EaD (ensino à distância).
A projeção do banco é de fluxo de caixa livre negativo em R$ 51 milhões, seguindo a sazonalidade negativa do trimestre.
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