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SÃO PAULO – “O PIB (Produto Interno Bruto) terá crescimento nulo em 2009”. A projeção é da CNI (Confederação Nacional da Indústria), para quem a crise financeira internacional se instalou de forma acelerada e disseminada na economia brasileira. O desempenho interromperá uma sequência de nove anos de crescimento e de cinco anos de elevação do indicador em mais de 3%.
As estimativas foram publicadas no Informe Conjuntural, que sinalizou ainda que o setor mais prejudicado será justamente o industrial, que sofrerá uma redução de 2,8% no seu PIB. As estimativas anteriores da confederação eram de 2,4% de crescimento da economia e de 1,8% de aumento do PIB industrial ante o ano passado.
Mercado de trabalho e inflação
Com relação ao mercado de trabalho, a previsão é de uma taxa de desemprego média em 2009 1,2 ponto percentual acima da taxa média do ano passado. O desemprego alcançará os 9,1% na média, ante 7,9% no ano passado, segundo estimativas. O pico do desemprego deverá ser entre abril e maio, chegando próximo dos 10%. A taxa do final do ano deverá ser mais suave, em torno de 7,7%.
Quanto aos índices de preços, os técnicos acreditam que a inflação ficará sob controle, dentro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para a CNI, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficará em 4,2% no acumulado do ano. A estimativa anterior era de 4,8%.
“A folga na inflação abre espaço para um corte de juros mais significativo”, acreditam os técnicos do CNI. Eles creem que a taxa nominal anualizada de juros média no ano será de 10,2%, contra previsão anterior de 12,21%. Para o fim do ano, os técnicos preveem patamar de 9% ao ano para a taxa Selic.