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CMN fixa meta de inflação em 4,5% em 2017 mas reduz banda para 1,5 ponto

Ainda hoje, o CMN também decidiu elevar a TJLP de 6% para 6,5% para o terceiro trimestre deste ano

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SÃO PAULO – O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu nesta quinta-feira (25) a meta de inflação para 2017, mantendo-a em 4,5% ao ano. A mudança veio com a banda para acomodação de choque de preços, que passou de 2 pontos percentuais do centro para 1,5 p.p.. Ou seja, o teto da meta, que antes era de 6,5%, caiu para 6%.

O CMN vinha mantendo a meta de 4,5% desde 2005 e, a partir de 2006, diminuiu a margem de tolerância de 2,5 pontos porcentuais para 2 pontos porcentuais. Em 2003 e 2004, o governo decidiu ajustar a meta ao verificar que não iria atingir seu objetivo. No primeiro ano, a meta passou de 3,25% para 4% e a banda de tolerância aumentou de 2 para 2,5 pontos porcentuais. Já em 2004, o objetivo foi ampliado de 3,75% para 5,5% e o intervalo foi mantido em 2,5 pontos porcentuais.

Desde que o regime de metas de inflação foi adotado no País, em 1999, em três anos o BC descumpriu sua missão – em 2001, 2002 e 2003. Dessa forma, o BC teve de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda para explicar o que levou a instituição e não entregar sua missão. Para este ano, a autoridade monetária também terá de escrever o documento, já que a meta de 4,5% com intervalo de 2 pontos porcentuais já foi ultrapassada nos primeiros cinco meses do ano. A expectativa do mercado financeiro é a de que o IPCA termine 2015 em 8,97%, praticamente a mesma estimativa apresentada ontem pelo próprio BC, de 9%.

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Ainda hoje, o CMN também decidiu elevar a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) – praticamente um indexador com validade trimestral de todas as operações de financiamento concedidos pelo BNDES (Banco Central de Desenvolvimento Social e Econômico) – de 6% para 6,5% para o terceiro trimestre deste ano. A taxa estava em 6% desde abril. De janeiro a março, a TJLP foi de 5,5% ao ano e, nos dois anos anteriores, 5% ao ano.

(Com Agência Estado)