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SÃO PAULO – O CMN (Conselho Monetário Nacional) fixou a meta de inflação para o ano de 2007 em 4,5%, nesta quinta-feira, mantendo a margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Já a meta para o ano de 2006 foi confirmada também em 4,5%.
De acordo com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a consistência deste número com a trajetória de crescimento sustentável da economia e a experiência internacional, que sinaliza que uma inflação abaixo de 5% ao ano é adequada, levaram à repetição dos valores para as metas de 2006 e 2007.
Palocci afirmou ainda que a dinâmica de preços relativos no Brasil justifica uma meta de inflação maior do que a de outros países e uma meta mais elevada poderia estimular a retroalimentação inflacionária.
Política monetária ganha maior horizonte
Ao fixar previamente a meta de inflação para 2007, o governo sinaliza ao mercado que o Banco Central terá 24 meses para fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.
Ainda justificando a meta fixada nesta data, Antonio Palocci afirmou que o país busca, no longo prazo, uma meta de inflação de 4% ao ano.
A decisão desta quinta-feira frustra a ala desenvolvimentista do governo que defendia o estabelecimento de uma meta de 5,5% para os próximos anos.
TJLP é mantida em 9,75%
O Conselho tomou outra importante decisão: a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) foi mantida em 9,75% por cento para o terceiro trimestre de 2005; a taxa encontra-se neste patamar desde o segundo trimestre de 2004.
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A TJLP é de extrema relevância na medida em que é utilizada na correção de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)