Clubes de investimentos: conheça melhor os prós e contras

Palestrante na ExpoMoney elogia diversificação e critica rigidez na alocação em renda variável; não faltam interessados

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SÃO PAULO – A última quarta-feira (10) abriu a 3ª edição da ExpoMoney RJ, que termina nesta quinta-feira. Entre os eventos, uma série de palestras com especialistas em investimento e educação financeira. Entre os palestrantes, Giácomo Leonardo, analista da Spinelli Corretora.

Giácomo conversou com o público sobre Clubes de Investimento. Depois da palestra, estendeu a conversa em entrevista por telefone à InfoMoney, mostrando que o assunto pode sempre render mais.

De fato, dada a crescente popularidade, os clubes de investimento estão exigindo mais e mais explicações. Vantagens, desvantagens, liberdade ao definir a carteira e custos da aplicação são alguns dos temas que chamam a atenção dos investidores.

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Para o analista da Spinelli, o principal benefício associado aos clubes de investimento está na agregação de recursos, que resulta em acesso a mais oportunidades: “os clubes dão a condição de diversificar mais”.

Benefício este que remete também ao trato melhor do risco. A aplicação torna-se menos arriscada e o grupo de investidores mais propenso às apostas: “um se apóia no outro e todos ficam com mais coragem de assumir o risco”.

Contra

O Clube que destina ao menos 67% de seu capital à renda variável é tributado com uma alíquota sobre o rendimento dos cotistas de apenas 15%. Trata-se, portanto, de uma vantagem condicionada.

De acordo com Giácomo Leonardo, a condição – ou seja, o limite de 67% em ações – pode ser encarada como uma desvantagem, dada a rigidez de movimentos imposta ao gestor (na composição da carteira) e ao cotista (no resgate).

Não faltam interessados

Chama a atenção do analista a diversidade dos grupos que se formam visando a aplicação nos clubes de investimento. Giácomo destaca um conjunto de ex-funcionários da Petrobras, que superaram a aversão ao risco típica da aposentadoria rumo ao investimento conjunto.

Liberdade para investir

Das regras formuladas para a regulação dos clubes, a mais sujeita à flexibilidade é a que define a política de investimentos. Dado o consenso entre gestor e cotistas, são poucos os casos de restrição por parte da Bovespa e da CVM.

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A liberdade da aplicação chegou também até o mecanismo de home broker, com parte dos Clubes utilizando a internet de forma direta para traçar suas preferências.

Custos

Giácomo estima que as taxas de administração estejam dentro do intervalo de 2% a 3% ao ano. Os demais custos correspondem ao serviço de corretagem, que são referenciados pela Bovespa, mas podem ser negociados junto à corretora contratada.