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SÃO PAULO – Reflexo do que foram os últimos pregões dessa semana, a sexta-feira (20) é mais um dia de tensões sobre a recuperação das principais economias desenvolvidas, despertando forte aversão ao risco entre os investidores e, consequentemente, trajetórias de queda às bolsas.
Na Europa, os principais índices de ações operam no campo negativo, como o CAC 40, que cai 1,15% nesta manhã. O jornal Les Echos afirmou que o governo francês deve reduzir sua projeção de crescimento para 2011, atualmente em 2,5%. Paralelamente, o Le Figaro disse que a ministra das Finanças francesa prevê uma expansão de apenas 2% do PIB (Produto Interno Bruto) da França no ano que vem. Ambos os jornais não citaram suas fontes.
Rumores à parte, Axel Weber, membro do conselho do BCE (Banco Central Europeu), sinalizou pela primeira vez que os estímulos europeus devem ser retirados no início de 2011, embora a instituição ainda não possua uma posição oficial sobre o assunto. Vale lembrar que Weber também é presidente do banco central alemão.
Commodities caem
Com as tensões sobre o cenário econômico, a visão é de que o consumo de commodities nas economias desenvolvidas registre desaceleração ou até mesmo queda. Não à toa, as cotações de metais como o cobre, prata, ouro e outros mostram forte recuo em Londres, puxando consigo os papéis de mineradoras no mundo, como os da Alcoa, que caem 1,5% nessa manhã.
O barril de petróleo também segue a tendência declinante, sendo negociado a US$ 74,50 cada em Nova York, uma desvalorização de 1,08%.
Resultados
Enquanto isso, o noticiário corporativo traz referências divergentes, com balanços contábeis positivos e outros nem tanto. A Hewlett-Packard postou um lucro líquido trimestral de US$ 1,8 bilhão, superando com folga as projeções do mercado. No entanto, os papéis sucumbem ao clima tenso em Wall Street e operam em queda no pré-market.
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Por sua vez, a Dell também apresentou bons ganhos no segundo trimestre deste ano, mas suas margens mostraram-se sensivelmente abaixo do esperado pelos analistas e, em resposta, seus papéis caem mais de 3% essa manhã.
Nesse contexto, os índices futuros norte-americanos indicam uma abertura negativa das bolsas em Wall Street, que com isso, devem encerrar a semana com desvalorização.
Iene pesa sobre Nikkei
Na Ásia, os negócios foram penalizados pelos preocupantes números divulgados na última quinta-feira acerca do mercado de trabalho norte-americano. O índice Nikkei fechou o dia em forte queda de 1,96%, refletindo também as preocupações dos investidores quanto à valorização do iene, que pesa sobre as exportações do Japão.
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Brasil
Por aqui, destaque para a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Conforme os dados publicados nesta manhã, os preços caíram 0,05% em agosto, enquanto haviam mostrado queda de 0,09% em julho.