Clima segue mais ameno e bolsas estendem valorizações

Noticiário econômico de China e Espanha acalma investidores; ações da BM&F Bovespa passam por correção após rali da véspera

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SÃO PAULO – A quinta-feira (27) segue positiva às principais bolsas do mundo, que reagem a declarações do governo chinês, indicadores econômicos norte-americanos e novos desdobramentos da crise fiscal na Europa.

O banco central chinês negou rumores de que estaria considerando se desvencilhar de investimentos na Zona do Euro – segundo estimativas, o fundo soberano do país Possui cerca de US$ 300 bilhões na região. Por falar em Europa, a Espanha aprovou há pouco um plano de austeridade fiscal de € 15 bilhões.

Por sua vez, o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, veio a público dizer que não vê risco de contágio dos problemas fiscais europeus sobre os EUA. O país, por sinal, reportou um avanço de 3,0% em seu PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre desse ano, pouco abaixo do esperado pelo mercado, de 3,3%.

O dia também é de atenção ao plano fiscal no âmbito interno, onde, no entanto, números positivos prevalecem. Segundo o Banco Central, o governo registrou um superávit primário de R$ 19,789 bilhões em abril, revertendo o déficit de R$ 216 milhões apresentado no mês anterior. Com isso, o superávit primário acumulado em 2010 atingiu R$ 36,617 bilhões, representando 3,41% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Treasuries e petróleo
O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em alta, demonstrando queda em seu preço. O risco-País também responde às condições mais amenas e cai 20 pontos, ao marcar 227 pontos.

No mercado de commodities, a terça-feira é dia de altas às trajetórias das cotações das principais matérias-primas. Em Nova York, o barril do petróleo é negociado a US$ 79,46 cada, em expressiva valorização de 3,79%.

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Câmbio e renda fixa
Em movimento negativo desde a abertura, em linha com a tendência apresentada lá fora, o dólar comercial mantém-se em queda nesta tarde, cotado a R$ 1,830. O valor corresponde a uma forte desvalorização de 2,09% frente à última quarta-feira.

Em sentido contrário, as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa seguem predominantemente em alta. O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em julho de 2010, aponta uma taxa de 9,83%, 0,04 ponto percentual acima do último fechamento.

Ibovespa em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta alta de 2,28% nesta tarde e atinge 61.561 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,182 bilhões.

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O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da Fibria (FIBR3), que registram valorização de 6,18% e são cotadas a R$ 29,71. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -24,00%.

 As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 FIBR3 Fibria ON 29,71 +6,18 -24,00 25,86M
 VALE3 Vale ON 48,89 +5,21 -0,53 140,82M
 USIM3 Usiminas ON 43,62 +5,11 -12,70 10,41M
 VALE5 Vale PNA 41,44 +4,62 -0,99 488,16M
 GGBR4 Gerdau PN 24,05 +4,57 -17,07 71,66M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BVMF3 BMFBovespa ON 11,85 -2,87 -1,26 168,96M
 VIVO4 Vivo Part PN 48,91 -2,59 -6,30 10,61M
 DTEX3 Duratex ON 15,53 -1,71 -4,12 11,82M
 TMAR5 Telemar NLeste PNA 48,92 -1,67 -21,36 3,83M
 ITSA4 Itausa PN 10,93 -0,64 -5,92 59,91M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)