Clima mais otimista no mercado sustenta queda do dólar comercial

Resultados corporativos e indicadores econômicos nos EUA agradam; por aqui, agenda econômica também influencia

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a tendência apresentada por toda a sexta-feira (24) e segue com queda próxima de 1%. O clima mais otimista é notável nos principais mercados, consequência dos bons resultados corporativos divulgados na sessão e dos indicadores da economia norte-americana.

Dentre os balanços trimestrais divulgados, destaque para os números da American Express, cujo lucro de US$ 443 milhões surpreendeu o mercado, que esperava menos da metade do valor apresentado. Os dados da Ford também vieram melhores do que o projetado.

Ainda nos EUA, destaque para os detalhes dos testes de estresse no setor financeiro, onde as autoridades começaram a discutir os resultados com os gestores dos bancos participantes da avaliação.

Indicadores

Nos EUA, indicador de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana apontou variação negativa de 0,8% durante o mês de março, enquanto o mercado esperava um recuo de 1,5%. Por sua vez, o número de casas novas vendidas em março ficou acima do esperado pelo mercado.

No Brasil, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) do mês de abril apresentou uma aceleração inflacionária, revelando uma taxa de 0,36%. Os números do mercado de trabalho e da confiança do consumidor também influenciam as negociações.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1940 na compra e R$ 2,1970

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na venda, forte baixa de 1,08% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 9,39%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 4,97% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,99%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
opera cotado a R$ 2.210,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.212

da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa,
atingindo R$ 2.218 frente
à R$ 2.230 do fechamento de

ontem.