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SÃO PAULO – Os mercados acionários norte-americanos encerraram as negociações desta quarta-feira em queda, pressionados pelo clima de tensão em relação ao possível conflito entre os Estados Unidos e o Iraque e pelas negativas notícias corporativas anunciadas pela manhã.
Neste sentido, contribuíram para o pessimismo do mercado a forte queda dos papéis do setor de tecnologia, após a fabricante de semicondutores Micron ter reportado um forte prejuízo no primeiro trimestre fiscal e pelo pedido de concordata da financeira Conseco, a terceira maior da história corporativa norte-americana, depois da WorldCom e da Enron.
Destaca-se finalmente, que os investidores aguardam o resultado trimestral da Oracle, previsto para o fim do pregão. O lucro por ação da empresa de software é esperado em 8 centavos, abaixo dos 10 centavos registrados no ano passado.
EUA deve responder oficialmente ao relatório iraquiano
O clima de tensão continua, com o presidente George W. Bush se mostrando cada vez mais desconfiado em relação à veracidade do relatório entregue pelos iraquianos à ONU, onde os mesmos defenderam que em seu território não existe armas de destruição em massa, o que é negado pelos EUA.
Assim, cada vez mais o mercado teme que o governo norte-americano cumpra com a promessa de “severas conseqüências” ao Iraque se o país árabe não se livrasse de todo o seu armamento de destruição em massa, conforme solicitado pela ONU.
Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, e o embaixador dos EUA na ONU, John Negroponte, devem anunciar oficialmente a resposta dos Estados Unidos ao relatório de armas do Iraque. Segundo Bush, um relatório de 12 mil páginas, tem “problemas”.
Déficit da balança comercial foi de US$ 35,1 bilhões
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O governo norte-americano anunciou pela manhã o relatório sobre o saldo da balança comercial, que foi negativo em US$ 35,1 bilhões em outubro, abaixo das expectativas do mercado, que eram de US$ 36,6 bilhões e bastante inferior ao déficit revisado de setembro atingiu US$ 37,1 bilhões.
Prejuízo da Micron e concordata da Conseco pressionaram
Entre as principais notícias corporativas ficaram o forte prejuízo reportado pela Micron (-22,52%) no seu primeiro trimestre fiscal e o pedido de concordata pela financeira Conseco, que utilizou o Chapter 11 da legislação sobre concordatas norte-americana.
A Micron Technology anunciou prejuízo de US$ 0,52 por ação no período em questão, acima do aguardado pelos analistas de mercado, que projetavam perdas de US$ 0,23 por ação. A empresa alegou baixo preço de venda de seus produtos e os analistas agora acreditam que a companhia precisará de pelos menos um ano para conseguir voltar a registrar lucro.
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Com isso, o banco de investimentos CSFB decidiu elevar as projeções de perdas em 2003 e 2004 da Micron, além de ter reduzido o preço alvo de US$ 16 para US$ 10 por ação.
Já financeira Conseco pediu concordata, utilizando o Chapter 11 da legislação sobre concordatas que permite que a empresa continue operando durante um período determinado com o intuito de conseguir regularizar a sua situação financeira, tendo os seus papéis retirados da lista de papéis negociados na Bolsa de Nova York.
Resultado da Bear Sterns surpreendeu positivamente
Contrariado o pessimismo dos investidores, o resultado anunciado pela corretora de valores Bear Sterns (+0,45%) surpreendeu positivamente. No quarto trimestre fiscal a empresa contabilizou um lucro líquido de US$ 190,5 milhões, ou US$ 1,36 por ação, acima dos US$ 154,9 milhões, ou US$ 1,08 por ação, auferidos no mesmo período de 2001.
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As receitas do período cresceram 0,6% para US$ 1,13 bilhão. O resultado foi atribuído ao sucesso do programa de controle de custos e surpreendeu os analistas que esperavam lucro por ação de US$ 1,23 a US$ 1,25, apesar das receitas terem sido previstas de US$ 1,19 bilhão.
Nasdaq liderou perdas entre bolsas norte-americanas
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,18% a 1.362 pontos, aumentando a desvalorização acumulada no ano para 30,19%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão com desvalorização de 1,31% atingindo 891 pontos e caindo 22,38% no ano, enquanto a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,03% chegando a 8.447 pontos e acumulando no ano forte baixa de 15,71%.
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%Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | ![]() |
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Dow Jones | -1,03 |
8.447 | -0,46 |
-15,71 |
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S&P 500 | -1,31 |
891 | -1,03 |
-22,38 |
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Nasdaq C | -2,18 |
1.362 | -2,31 |
-30,19 |
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