Classificação de risco do Perú é elevada pela Fitch e supera a do Brasil

Agência de classificação de riscos elevou rating do Perú de "BB-" para "BB", citando reforma previdenciária e política fiscal

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SÃO PAULO – Após anunciar o upgrade da classificação de risco da Rússia, a agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou nesta quinta-feira que também elevou o rating em moeda estrangeira do Peru, que passou de “BB-” para “BB”, uma melhora de um degrau.

Com esta alteração, a classificação do Peru fica agora em linha com a da Colômbia e um patamar acima do rating brasileiro, que é de “BB-“. Vale lembrar que a melhor classificação na América do Sul segue com o Chile, com “A-“, enquanto a Argentina segue com “DDD”, a mais baixa entre os países analisados na região.

Reformas estruturais e desempenho fiscal

Para a agência de classificação de risco, os principais fatores justificando a melhora na percepção do risco peruano são a aprovação, na semana passada, de uma reforma previdenciária, além do robusto desempenho fiscal e macroeconômico. A perspectiva para o rating é estável.

A Fitch destacou a situação fiscal do país andino. Desde 2002 a redução do déficit público tem permitido a estabilização da dívida pública, que ainda segue elevada, a 47% do PIB. O déficit do setor público, que caiu de 2,7% do PIB em 2002 para 1,7% no ano passado, deve fechar 2004 em cerca de 1,4% do PIB.

A agência também ressaltou o robusto crescimento da economia, que deve crescer 4,5% em 2004. Como riscos, a Fitch destacou as eleições presidenciais de 2006 e a baixa taxa de investimentos em relação ao PIB, que pode conter um crescimento mais vigoroso da economia no futuro.