Citigroup traz perspectivas positivas para as empresas do setor de papel e celulose

Valuations atrativos, expectativa de melhores preços da celulose e desalavancagem fazem Citi reiterar recomendações de compra

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SÃO PAULO – O Citigroup reiterou sua recomendação de compra dos papéis do setor de papel e celulose, como Fibria (FIBR3), Suzano (SUZB5) e Klabin (KLBN4).

Os analistas Juan Tavarez e Felipe Koh acreditam que as duas principais tendências que parecem se materializar neste trimestre são o menor volume em relação ao trimestre anterior por conta do enfraquecimento da China, além de melhores preços médios em razão da subida de preços em abril, além de um melhor mix geográfico de vendas.

Os valuations atrativos e os fundamentos positivos para o segundo semestre deste ano também foram os argumentos utilizados pela dupla de analistas para justificar o posicionamento da instituição.

Menor volume no segundo trimestre
O Citigroup não acredita em um aumento súbito da produção de celulose em junho, por isso espera que o volume do segundo trimestre feche abaixo do conseguido no 1T11. Para a celulose, a rentabilidade continua no radar dos analistas, enquanto os preços médios mais atrativos devem continuar a serem compensados por pressões cambiais.

Já para o papel, as importações de junho devem continuar caindo, por conta da recente medida governamental de concessão de licenças não-automáticas de importação, para frear a entrada de papel isento de impostos.

Targets e upsides
Na visão dos analistas Juan Tavarez e Felipe Koh, o papel da Fibria tem como preço-alvo R$ 30,00, o que configura um potencial de valorização de 31,57% nos próximos 12 meses. Na mesma base de comparação, a Suzano tem o target de R$ 19,00 e upside de 40,53%, enquanto para a Klabin, o preço-alvo é de R$ 7,80, podendo valorizar 36,6%.  

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Projeções Citigroup
Empresa   Preço-alvo     Upside*  
Fibria (FIBR3) R$ 30,00 31,57%
Suzano (SUZB5) R$ 19,00 40,53%
Klabin (KLBN4) R$ 7,80 36,60%
*Dados calculados com base do fechamento de 06 de junho