Citi vê crise grega com maior risco de contágio e correção de até 20% no curto prazo

Banco pondera rali de março de 2009 a abril de 2010 e o avalia como excessivo e muito rápido; confiança do investidor em xeque

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SÃO PAULO – Norte da Europa, 1992; Sudeste Asiático e Coreia do Sul, 1997; Rússia, com decorrências em todo o mundo, 1998. Para o Citigroup, a situação fiscal na Grécia possui capacidade de superar todas essas crises anteriores.

Em relatório publicado na última quinta-feira (6), o analista Tsutomu Fujita avalia que a crise fiscal da Grécia poderá exercer impactos graves, o que levará a uma correção de até 20% no curto prazo.

“Com os mercados acionários tendo subido 79,9% em um intervalo de 12 meses até o mês de abril, nós sentimos que deveria ser natural se entrarmos em uma correção de cerca de 10% ou 20% nos próximos dois ou três meses”, afirma o banco.

Ascensão em junho, procurando confiança
Para Fujita, os índices acionários deverão resumir sua “trajetória ascendente em junho”, período considerado incerto por muitos analistas do mercado. O Citi avalia que o rali entre março de 2009 e abril de 2010 pode ter sido excessivo e muito rápido.

Em outro relatório, o banco norte-americano pondera que será difícil para a confiança dos investidores voltar aos patamares anteriores à crise grega.