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SÃO PAULO – O Citi revisou suas premissas em torno do desempenho da Dufry (DUFB11), elevando o preço alvo de suas ações de R$ 25,00 para R$ 35,00 – upside de 25% frente ao fechamento desta segunda-feira (3). O banco também reiterou sua recomendação de compra para os papéis da companhia.
De acordo com os analistas do Citi, o preço alvo foi ajustado devido às novas estimativas de crescimento da empresa no longo prazo, apesar de seus últimos resultados trimestrais terem desagradado o mercado, principalmente em virtude do impacto negativo que o vírus Influenza H1N1 – popularmente chamada de “gripe suína” – trouxe ao turismo.
Em virtude dos fracos trimestres reportados, os especialistas do banco norte-americano diminuíram suas projeções para o desempenho da companhia durante 2009. Destaque para as vendas esperadas no ano, que caíram de US$ 558 milhões para US$ 542 milhões – queda de 11% na passagem anual.
A equipe de análise do Citi ainda afirma que o nível de vendas no segmento “mesmas lojas” – ou seja, abrangendo apenas as lojas que já estavam abertas durante o período anterior comparado – visto em 2008 só deverá ser repetido ou superado a partir de 2011.
Recuperação
Apesar de afirmar que a proliferação da gripe afetou o tráfego aéreo em julho – o que deve repercutir em fracos números também no terceiro quarto do ano -, os analistas do Citi acreditam que o número de passageiros deva voltar a se normalizar durante essa segunda metade do ano.
Outro ponto levantado pelo banco norte-americano é o cenário mais competitivo no Brasil, com a abolição da tarifa mínima de restrição, resultando em preços mais baixos para os consumidores.
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Aliado a isso, o Brasil tem um histórico muito positivo de entrada de estrangeiros no País durante a segunda metade do ano, tendência que deve ser fortalecida pelo receio dos turistas de viajarem para países vizinhos fortemente afetados pela epidemia da Influenza H1N1, como a Argentina e o Chile.
Risco elevado
Apesar das projeções futuras mostrarem otimismo, os analistas do Citi mantém o risco para o investimento no nível elevado. Segundo a análise, a forte exposição a órgãos reguladores e as vendas fortemente concentradas em aeroportos tornam o investimento mais arriscado.