Citi prefere Gerdau a Usiminas e vê valor no setor de siderurgia

Analista escolhe Gerdau em detrimento de Usiminas; setor enfrenta desafio com alta das matérias-primas e estoques

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SÃO PAULO – “Comprar ações ligadas a metais durante o pior momento é normalmente uma estratégia vencedora e, assim, nós vemos algum valor nas siderúrgicas, em oposição ao consenso”. Assim o Citigroup resume sua posição em relação ao setor de siderurgia no Brasil, com a recomendação de compra dos papéis da Gerdau (GGBR4).

Após revisar suas previsões para a oferta e demanda de aço dos próximos cinco anos para o Brasil, apontando uma situação melhor para o aço longo em relação ao plano, o Citigroup recomendou posicionamento junto aos papéis da Gerdau em detrimento às ações da Usiminas (USIM5), cuja recomendação é de manutenção.

A preferência pela Gerdau é justificada ainda pela possibilidade de melhores resultados no primeiro trimestre de 2011 em relação aos últimos três meses de 2010, impulsionada pelo mercado norte-americano e a capacidade da empresa de lidar melhor com o controle de custos de matérias-primas.

Preços e estoques reduzirão margens
O relatório assinado por Alexander Hacking lembra que os preços domésticos do aço no País estão abaixo da média de importações pela primeira vez desde 2008, além de acumular alto nível nos estoques e preços crescentes de matérias-primas.

Dado este cenário, o analista crê que as margens das empresas do setor sejam afetadas nos resultados do quatro trimestre de 2010 e no primeiro desde ano, devendo voltar ao nível registrado em 2009, com a margem Ebitda (relação entre geração operacional de caixa e receita líquida) da Usiminas em 15% e da Gerdau em 10%.

Apesar de problemas, a tendência futura é positiva
Mas Hacking ressalta que apesar de tudo isso há uma boa tendência surgindo no setor, em função da demanda secular fortalecida no Brasil e a inclinação de alta nos preços internacionais nas últimas semanas.

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Para o Citi, o consumo de aço terá crescimento de 10% no Brasil em 2011, mas as vendas devem se manter estáveis dado que 10% das vendas em 2010 foram destinadas a estoques. Já os preços devem subir entre 10% e 20%, dependendo da cotação das matérias-primas.