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SÃO PAULO – A escassez de dados econômicos previstos para esta sexta-feira (9) nos EUA permite com que o plano corporativo exerça forte influência sobre os mercados, e este vem tomado por tensões em torno do setor financeiro.
Além da seguradora AIG, o Citigroup se porta como um dos vetores de preocupação aos investidores neste pregão. O banco de investimentos deve anunciar um profundo plano de reestruturação de suas atividades, a fim de reduzir custos e captar recursos adicionais que lhe permitam uma recuperação ante aos últimos prejuízos trimestrais.
De acordo com especulações do mercado, dentre as medidas incluídas no pacote, como a adoção de metas de lucro, estaria a venda de US$ 400 bilhões em ativos. Se concluída, a operação representa quase 20% dos atuais ativos do banco, segundo o jornal britânico Financial Times.
Ademais, o Citi poderá optar pelo fechamento de suas unidades de varejo na Alemanha e no Brasil, além de reduzir suas atividades no mercado asiático. Novos cortes em seu quadro de funcionários também são cogitados pelo mercado.
Histórico de operações
O Citigroup tem se mostrado uma das instituições financeiras mais abaladas pela crise norte-americana do subprime. Desde o segundo semestre do ano passado, o banco registrou um total de perdas contábeis no valor de US$ 40 bilhões, o que custou a saída de seu chefe-executivo, Chuck Prince, em novembro.
Desde então, Vikram Pandit, que assumiu o cargo de presidência da companhia, vem implementando uma dura estratégia de redução de gastos, passando pela demissão de 15.200 funcionários e pela venda de unidades como a Diners Club Internacional e a CitiCapital.
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Pressionado pelos acionistas, Pandit liderou a captação de US$ 44 bilhões pelo Citi desde o final do ano passado, o maior valor levantado pelas firmas financeiras de Wall Street, por meio de venda de ações e obtenção de investimentos junto a fundos soberanos do Oriente Médio.
Ações em queda
Os rumores em torno da reestruturação do Citigroup são mal recebidos pelo mercado. Isto porque a venda massiva de ativos teria como fundamento maiores perdas contábeis a serem registradas pelo banco nos próximos trimestres. Com isso, as ações do Citi registram queda nos mercados futuros norte-americanos, que têm uma manhã de desvalorização.