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SÃO PAULO – Seguindo a movimentação de diversos outros bancos dos EUA e o apelo do Congresso norte-americano, o Citigroup informou que irá suspender algumas execuções de hipotecas, enquanto modifica contratos no valor aproximado de US$ 20 bilhões.
O plano é atingir cerca de 500 mil famílias nos próximos seis meses e estender uma moratória às execuções hipotecárias de pessoas que habitam no imóvel e possuem renda suficiente para quitar pagamentos razoáveis.
Em comunicado, o Citi afirma que está focando principalmente os mutuários de áreas mais propensas a enfrentar turbulências econômicas durante a crise. A instituição afirma que já ajudou cerca de 370 mil pessoas a evitarem as execuções hipotecárias desde 2007, o que representa cerca de US$ 35 bilhões em hipotecas.
Aumento das execuções
A preocupação dos bancos e do governo dos EUA tem uma fonte certa: o número de execuções hipotecárias nos EUA atingiu patamares recordes no terceiro trimestre. Foram 765.558 propriedades que receberam avisos de inadimplência, de leilão ou que foram executadas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número registrou crescimento de 71%, conforme os dados da RealtyTrac, negociante online de execuções hipotecárias. Já em relação ao segundo trimestre, o crescimento foi menor, de 3%.
Outras iniciativas
Dois outros grandes bancos norte-americanos também iniciaram programas para evitar as execuções de hipotecas: JPMorgan Chase e Bank of America. O primeiro espera ajudar 400 mil famílias com US$ 70 bilhões em empréstimos, nos próximos dois anos.
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O segundo já anunciou dois planos neste ano, visando reduzir o pagamento dos consumidores em até US$ 11 bilhões, cobrindo no total cerca de US$ 120 bilhões em balanços não pagos.
Cabe lembrar também que o governo dos EUA também tem iniciativas para combater o aumento das execuções de hipotecas. Nesse sentido, a presidente da FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), Sheila Bair, propôs utilizar garantias de empréstimos como incentivos para a modificação dos contratos.