Citi expressa cautela com CCR, após licitação do Rodoanel com tarifas baixas

Por outro lado, analistas da Ativa consideram fato positivo, uma vez que as empresas não se arriscaram no projeto

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SÃO PAULO – O resultado da licitação dos trechos do Rodoanel representa mais riscos à CCR (CCRO3), enquanto as perspectivas para a OHL (OHLB3) são melhores, dizem os analistas Stephen Trent e Angela Lieh em relatório.

Na última quinta-feira (4) a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) comunicou que o consórcio SPMar apresentou a melhor proposta, com deságio de 63,3% sobre as tarifas-teto estabelecidas.

Riscos para a CCR
Os analistas do Citi expressam preocupação quanto às taxas de retorno em leilões futuros, o que acarretaria em maior risco à CCR – visando a participação em leilões no próximo ano -, uma vez que os investidores podem se frustrar com as taxas de crescimento da companhia, cujas expectativas da empresa podem cair para níveis menores que o esperado pelo mercado.

Para a OHL, a possibilidade de manter um maior peso das concessões atualmente detidas marca um cenário mais positivo que o de sua concorrente.

CCR e OHL não participam
O processo chamou a atenção pela não participação da CCR e da OHL, atitude considerada como positiva pelos analistas da Ativa. “O projeto, nesse novo formato, aumenta o risco de potencial redução de rentabilidade. Acreditamos que não faltarão oportunidades de crescimento de portfólio nos próximos anos no setor”, escreveram em relatório.

Conforme publicado em comunicado pela empresa, a CCR não participou da licitação devido a riscos de engenharia, de tráfego, de desapropriações e de meio ambiente. “Juntamente com a taxa interna de retorno encontrada, tornaram inviável a participação da CCR no leilão”, escreveram.