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SÃO PAULO – “O acordo de transação do Wachovia com o Wells Fargo é uma clara quebra do Contrato de Exclusividade entre o Citi e o Wachovia. Ademais, a conduta do Wells Fargo constitui uma interferência prejudicial no Contrato de Exclusividade”.
As primeiras linhas do comunicado do Citigroup sobre a fusão entre Wachovia e Wells Fargo mostram claramente o posicionamento do banco em relação à operação, anunciada quatro dias depois do Citi ter divulgado um acordo para a compra das operações bancárias do Wachovia.
Dessa forma, a instituição anuncia que exigiu que o Wachovia e o Wells Fargo suspendam as negociações e qualquer transação ou conduta que viole o Contrato de Exclusividade. “O Citi tem direitos legais substanciais em relação ao Wachovia e esta transação”, ressaltou o banco.
Termo de Exclusividade
Conforme explicado pelo Citigroup, o Contrato de Exclusividade firmado com o Wachovia impedia a instituição de entrar em qualquer transação ou negociações com outras partes, afirmando também que a quebra do contrato prejudicaria irreparavelmente ambas as partes.
Afirmando que estava negociando em boa fé e prestes a chegar a um acordo definitivo com o Wachovia, o banco reforçou que “o valor do acordo do Citi para os acionistas do Wachovia era substancialmente acima do preço de fechamento do Wachovia na quinta-feira, 2 de outubro. O Citi também tem fornecido apoio de liquidez para o Wachovia Bank desde o anúncio de segunda-feira”.
Cabe ressaltar que as ações do Citi são negociadas com forte desvalorização desde o anúncio do acordo entre o Wachovia e o Wells Fargo. No início da tarde, os papéis do banco registravam queda de quase 9% em Wall Street.
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Wells Fargo
Na manhã desta sexta-feira, o Wachovia e o Wells Fargo anunciaram o acordo de fusão, no valor de US$ 15,1 bilhões, a serem pagos em ação. Segundo o comunicado, o Wells Fargo compraria todos os negócios do Wachovia, inclusive as operações bancárias.
Em resposta à divulgação do acordo, tanto o Federal Reserve quanto o FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) afirmaram que os órgãos reguladores irão avaliar as propostas e procurar uma solução que seja favorável aos credores do Wachovia, inclusive os depositantes, assegurados ou não.
“O FDIC apóia o acordo com o Citigroup previamente anunciado. O órgão irá revisar todas as propostas e trabalhar com os reguladores primários de todas as três instituições para alcançar uma resolução que seja de interesse público”, afirmou Sheila Bair, presidente do órgão que regula os bancos de varejo dos EUA.