Citi elevação recomendação às ações da BR Malls para compra

Instituição foca desempenho positivo da companhia de shopping centers e o otimismo quanto à economia no Brasil

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SÃO PAULO – O Citigroup elevou a recomendação das ações da BR Malls (BRML3) para compra, de olho nas provas de resiliência e eficiência operacional dadas pela companhia. As estimativas da instituição para os anos de 2009 a 2011 foram revisadas para cima, com projeções de um balanço mais estável.

A percepção que o Citi tem do risco dos papéis da empresa diminuiu de risco especulativo para alto risco, dadas as condições de manutenção da solidez de caixa e da gestão do crescimento. Ainda assim, o risco é considerado alto, uma vez que a pronunciada expansão da BR Malls pode vir associada a uma necessidade de maiores investimentos e a uma mais intensa alavancagem.

De qualquer forma, o sentimento otimista quanto ao panorama econômico do Brasil e seu mercado acionário, em adição aos resultados favoráveis da companhia, deve atuar como drivers deste papel nos próximos meses.

Estratégia

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A empresa líder no segmento de shopping centers no País apresenta crescimento sólido e geração de fluxo de caixa bem previsível, num ambiente em que o setor deve se aproveitar de seu alto potencial de crescimento, gerado pela pouca penetração no mercado e um possível movimento de consolidação, dado o aspecto fragmentado da indústria.

Além disso, os analistas citam a crescente eficiência da empresa, assim como seus ganhos em economias de escala e altos padrões de governança corporativa, com uma orientação marcadamente voltada para o mercado.

Nesse contexto, o Citi espera que a BR Malls continue a ser negociada com prêmio em relação a suas pares no setor, em função especialmente da perspectiva positiva para seus resultados e à elevada liquidez de suas ações.

Riscos

Dentre os principais fatores de risco considerados pela instituição em sua análise, destaca-se a importância das adversidades na cena macroeconômica, que devem diminuir o apetite por consumo. Não apenas isso: a questão do fortalecimento da concorrência num momento de consolidação da indústria deve ser ponderada pelo investidor.

Os analistas ainda alertam para as incertezas quanto às estratégias agressivas de expansão e aquisição, que exigirão da empresa a maleabilidade para gerir crescimento e integrar novos negócios.

Há ainda um último fator considerado pelo Citi que pode vir a comprometer a performance da ação na convergência para o preço-alvo estimado: quaisquer dificuldades em refinanciar ou financiar dívidas futuramente devem constranger a capacidade da BR Malls de crescer às taxas esperadas, dada sua situação de endividamento.

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