Citi eleva preço-alvo da ação da Hypermarcas e mantém recomendação de compra

Crescimento orgânico é principal fator analisado pelo banco, que se reuniu com acionistas internacionais da empresa

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SÃO PAULO – Os analistas do Citigroup elevaram o preço-alvo da ação da Hypermarcas (HYPE3) de R$ 44,00 para R$ 46,00 após reuniões com aproximadamente 30 investidores da empresa radicados nos Estados Unidos e na Europa, que trouxeram otimismo as perspectivas do banco norte-americano.

Das opiniões dos acionistas internacionais, o Citi destaca a avaliação do crescimento orgânico da companhia, além da possibilidade de a empresa iniciar operações no exterior. O banco também reajustou estimativas de acordo com os resultados trimestrais da empresa. A recomendação de compra para os papéis foi mantida.

Crescimento orgânico

Um dos principais aspectos que definiram o aumento do preço-alvo da companhia pelo Citi é o crescimento orgânico da marca – que, segundo os analistas, é o mais importante fator na avaliação da empresa.

“Com a implementação de importantes iniciativas empresariais, tais como: redesenho de produtos, exposição na mídia com grande intensidade, extensão da marca e canal de aumento e distribuição regional, a Hypermarcas tem tido muito sucesso em manter a seu crescimento orgânico em torno de dois dígitos”, informam.

“Muitos investidores se sentem assustados pelo fato da Hypermarcas estar crescendo muito rápido, o que em certo ponto pode ser muito difícil de gerenciar eficientemente todas as quantidades de marcas que a empresa possui”, aponta o Citi. Porém, para o banco, poucas marcas representam a grande maioria das receitas e a Hypermarcas também tem desenvolvido sua estrutura de gerenciamento. Assim, a expectativa é de que o crescimento orgânico da empresa seja de 10% ao ano pelos próximos três anos.

Ajustando resultados

O Citi também ajustou as perspectivas de seus analistas para incorporar os resultados da companhia divulgados do terceiro trimestre de 2009. “A principal diferença para as nossas estimativas anteriores é que agora vamos considerar uma maior taxa de crescimento orgânico em 2009, 2010 e 2011, com base no recente desempenho da empresa”.

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Mercado internacional

Para os analistas, uma das principais questões levantadas pelos investidores internacionais é se a companhia tem a intenção de ir para o mercado internacional. De acordo com a Hypermarcas, existe essa possibilidade, mas, no momento, não se pensa nesta hipótese, já que a empresa acredita que ainda deve olhar para o mercado doméstico, pois ainda há muito que crescer.