Publicidade
SÃO PAULO – Analistas do Citi e da Merrill Lynch elevaram suas projeções para os preços do petróleo ao final deste ano, destacando fatores estruturais como o crescimento menor que o esperado da produção.
Entre os pontos ressaltados, o menor ritmo de crescimento da produção de países de fora da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ganha destaque no curto prazo. Já a demanda mantém-se aquecida por fatores como a manutenção de subsídios praticados por países como China e Índia.
Fundamentos
A Merrill Lynch prevê que a oferta destes países cresça apenas 434 mil b/d (barris de petróleo por dia) em 2008, frente à projeção anterior próxima aos 700 mil b/d. Todavia, seus analistas entendem que, atualmente, o fator de maior pressão sobre os preços não se encontra na produção do óleo cru, mas sim na restrita capacidade global de refino do petróleo pesado.
De acordo com o analista James Neale, do Citi, a idéia de uma bolha nos preços da commodity pode ser descartada. Entre outros motivos, não haverá queda do consumo de maneira proporcional à erosão da produção no curto prazo, sendo a restrição da demanda postergada para um momento futuro, de mais intensa desaceleração econômica.
Patamar elevado
Deste modo, Neale aumentou suas projeções para o preço do produto de US$ 95,00 para US$ 117,00 ao fim de 2008, esperando por uma estabilização no longo prazo em torno dos US$ 100,00. Já os analistas da Merrill Lynch apostam que o preço do tipo cru esteja em US$ 121,50 ao final deste ano, caindo para US$ 107,00 em 2009.