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SÃO PAULO – O Citi já tomou as decisões importantes em termos de alienação de ativos no Brasil e não pretende fazer movimentos importantes de compra ou venda no país por enquanto, disse o presidente do grupo para o Brasil nesta quarta-feira.
“Não vamos reduzir o tamanho, nem mudar nossa estratégia”, disse Hélio Magalhães a jornalistas durante evento da Amcham.
Nesse sentido, Magalhães descartou vender ativos, inclusive a participação que detém na credenciadora de meios eletrônicos de pagamento Elavon, que desde 2012 disputa mercado no país com rivais como Cielo (CIEL3) e Rede, do Itaú Unibanco (ITUB4).
“A Elavon faz parte do nosso modelo de negócios”, disse Magalhães.
Em outra frente, o executivo também rejeitou a hipótese de uma possível oferta pela unidade brasileira do HSBC, que está à venda. “Hoje não vejo uma aquisição”, disse.
INADIMPLÊNCIA
À Reuters, Magalhães previu que os índices de inadimplência do setor bancário no país devem crescer nos próximos trimestres, refletindo o cenário de aumento das taxas de desemprego e dos efeitos da recessão sobre as empresas, especialmente as de menor porte.
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“Os bancos têm construído reservas para enfrentar um cenário mais desafiador”, afirmou. “O desemprego aumenta a inadimplência no varejo e as empresas pequenas e médias têm mais dificuldades de enfrentar mudanças de ciclo na economia”, disse.