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SÃO PAULO – O Citigroup atualizou seu modelo de projeção para os papéis da Natura (NATU3), elevando em nada menos do que R$ 15 o preço-alvo da ação, bem como sua recomendação, que passou de manutenção para compra. Além disso, o otimismo ante a companhia também refletiu-se na exposição ao risco de suas ações, sendo diminuída para “médio”.
O preço-alvo elevou-se em 53,57%, passando de R$ 28 para R$ 43 por ação, o que, segundo o banco, deve-se especialmente à elevação do alvo do EV/Ebtida (múltiplo que mostra a relação entre o valor da companhia e sua geração operacional de caixa), passando de 10 vezes para 12 vezes, e à diminuição de seu WACC (custo médio ponderado de capital), de 13,3% para 9,9%.
A diminuição no risco visto pelo Citi é consequência da estabilização das operações, das perspectivas macroeconômicas mais favoráveis e uma maior liquidez. Já a recomendação de compra é justificada pela soma do upside (potencial de valorização) com o dividend yield de 4% que, juntos, atingem um retorno total de 25%.
Chaves do otimismo
Os analista destacam as principais mudanças que culminaram em sua melhor recomendação aos papéis. Dentre elas estão a criação de um nível superior do programa “Consultoras Natura Orientadas” – com mais treinamento, informação, facilidades e benefícios às consultoras; a expansão de abertura das Casa Natura, tanto no Brasil quanto no exterior – casas essas voltadas não aos consumidores, mas sim às próprias revendedoras, que têm a possibilidade de serem treinadas, testar produtos Natura e mesmo utilizar a internet.
Ademais, o banco enfatiza ainda a ascensão das vendas online, que apresentam um custo 90% menor à Natura frente às vendas por telefone; a possibilidade de elevação nos preços dos produtos, frente ao aumento de salários no país e ao avanço da economia doméstica; e, por fim, a estratégia da Natura em descentralizar suas operações, tendo a possibilidade de customizar seus produtos de acordo com a região em que são vendidos.
Somando-se a isso, o Citi acredita que “investimentos internacionais irão elevar-se devido ao México”, mas ainda com cautela. Para o banco, os investimentos na “nova América Latina” irão quase que dobrar em 2010, para R$ 71 milhões, unindo-se às injeções na França. Porém, os analistas mostram-se cautelosos com a redução de capital inserido tanto nos EUA quanto na Venezuela.