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SÃO PAULO – Após avaliar os números do primeiro trimestre de 74 companhias brasileiras de capital aberto – e concluir que poucas delas bateram as estimativas -, a equipe do Citi Research reduziu a expectativa para o Ibovespa no final do ano de 65.000 para 63.000 pontos.
Com isso, o novo alvo indica um potencial de alta de 14,20% para o benchmark da bolsa brasileira em relação ao seu fechamento mais recente. Já em comparação à pontuação em que ele terminou o ano passado (60.952 pontos), o Ibovespa deve ter uma alta de “apenas” 3,36%. O desempenho mostra bastante pífio, sobretudo se compararmos com a Selic, que atualmente está em 7,5% ao ano, ou até com a estimativa para a inflação neste ano – alta de 5,80%, segundo compilação mais recente do Boletim Focus do BC.
Assim, apontam os analistas Stephen Graham e Nicolas Riva, os múltiplos de preço sobre lucro da ação devem continuar praticamente estáveis na comparação com 2012.
De acordo com eles, os lucros das empresas devem crescer frente a 2012, talvez até mais do que 30% na comparação anual, em especial por causa das grandes quedas no ano anterior, principalmente por causa de baixas contábeis. Este é o caso da Eletrobras (ELET3; ELET6) e da Vale (VALE3; VALE5), que se destacaram por registrar grandes prejuízos no quarto trimestre de 2012, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) sofreu por causa da taxa de câmbio.
Por outro lado, apontam os analistas, os lucros não voltarão para os níveis pré-2011, até mesmo em termos nominais e apesar da inflação acima de 6%.
Imobiliárias, elétricas e siderúrgicas sentem o impacto
Neste cenário, destaque para a decepção das companhias do setor imobiliário, que apontaram um cenário dramático após 11 das 12 empresas apresentarem resultados abaixo do esperado em mais de 5% em termos de lucro líquido e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). Assim, o setor vem pagando a conta após a euforia do passado, avaliam os analistas.
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As elétricas também sofreram neste 1º quarto do ano, além de sentirem o impacto do tempo seco no período, foram impactos pelas reformas de setembro de 2012, com a adoção da Medida Provisória 579, que praticamente eliminou os lucros do setor. Enquanto isso, as siderúrgicas seguem lutando contra as más condições do mercado global e contra alguns de seus próprios erros estratégicos, avaliam os analistas.
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Alguma recuperação à frente
Graham e Riva avaliam que o cenário que se desenha pela frente pode apontar para uma recuperação. Isso porque os grandes problemas foram em termos de rentabilidade e não de receita, exceto no segmento de imóveis e mineração.
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Além disso, mesmo com os temores de um consumo mais fraco, as receitas de vendas no varejo cresceram um pouco melhor do que o esperado, enquanto itens caros, como carros e móveis, registraram boas vendas em abril.
Por outro lado, destacam, a Petrobras está em melhor forma do que na memória recente e o investimento está subindo, mesmo antes da grande demanda revelada no 11º leilão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Além disso, o governo está perto de passar por um período politicamente difícil, ao negociar especificações de privatização de aeroportos, estradas e trilhos.
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