Citi confirma que sairá do varejo no Brasil, na Argentina e na Colômbia

Os negócios, que incluem as operações de banco de varejo e cartões de crédito, serão transferidos do Citicorp para a Citi Holdings

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SÃO PAULO – O Citibank confirmou nesta sexta-feira a intenção de vender suas operações de Consumer Bank no Brasil, na Argentina e na Colômbia.

Os negócios, que incluem as operações de banco de varejo e cartões de crédito, serão transferidos do Citicorp para a Citi Holdings e apresentarão seus relatórios de resultados financeiros como parte da Citi Holdings, efetivo a partir do primeiro trimestre de 2016.

“O Citi manterá uma sólida presença no Brasil, na Argentina e na Colômbia com o objetivo de continuar atendendo seus principais clientes corporativos e institucionais nestes mercados”.

No comunicado, o CEO do Citi, Michael Corbat, disse que, “embora os nossos negócios de varejo no Brasil, na Argentina e na Colômbia sejam de alta qualidade, decidimos focar esforços nas oportunidades com os nossos clientes institucionais nesses países e em toda a região”. 

“Alocamos os nossos recursos onde possam gerar o melhor retorno possível para os nossos acionistas. Estas ações simplificarão ainda mais o nosso Global Consumer Bank, nos permitindo distribuir os recursos de forma mais eficiente, onde tivermos a capacidade de atingir maior escala dentro dos nossos segmentos-alvo e observarmos a maior possibilidade de crescimento,” conclui Corbat.

Conforme levantamento do Banco Central, os ativos totais da unidade brasileira do Citi somavam R$ 80 bilhões em setembro de 2015, o décimo maior banco comercial do país.

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Com a saída dos três países, os negócios de varejo do Citi vão se limitar a 54 milhões de clientes nos Estados Unidos, México, Ásia-Pacífico, Europa e Oriente Médio.

No Brasil, o Citi possui 71 agências e cerca de 5 mil empregados, segundo dados da assessoria de imprensa do banco no país.

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.