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SÃO PAULO – Apesar de não fazer alterações sobre o cenário para o setor de saúde no Brasil, o HSBC revisou as suas recomendações para as empresas do segmento. Os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini elevaram a recomendação das ações do Fleury (FLRY3) de neutro para overweight (desempenho acima da média do mercado), enquanto os ativos da Dasa (DASA3) passaram de neutro para underweight (desempenho abaixo da média do mercado).
As prestadoras de serviços de diagnóstico estão em posição para tirar proveito da crescente penetração do mercado de seguro de saúde privada no Brasil, apontam os analistas. Contudo, o relacionamento difícil com as companhias acabaram por criar um ambiente difícil para atingir um ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) satisfatório, em meio ao aumento de preços e pressão nos recebíveis.
“Como é difícil acontecer uma mudança nesses problemas, o timing de investimento depende mais de encontrar pontos de entrada com preço baixo na ação do que para quando esperar uma melhoria nas condições do setor”, avaliam os analistas. Neste cenário, Campos e Moscardini avaliaram que é a hora de diferenciar Dasa e Fleury como oportunidade de investimento.
Avaliação e timing favorecem Fleury
Para eles, o período histórico apropriado para a análise da companhia começou em outubro de 2011, quando o mercado reclassificou a Dasa, com os investidores se dando conta de que o desempenho obtido em 2010 não era sustentável. Neste cenário, os analistas avaliam que as ações FLRY3 estão mais baratas, com um desconto de 42% para a Dasa.
Além disso, Campos e Moscardini elevaram para cima as perspectivas de números para o Fleury no quarto trimestre de 2012, enquanto a Dasa sofreu revisões para baixo. Deste modo, a avaliação das ações do Fleury parecem mais atrativas, assim como o momento de lucros; já o preço-alvo passou de R$ 27,00 para R$ 27,50 – o que configura um potencial de valorização de 22,22% em relação ao fechamento desta terça-feira (22).
Por outro lado, a redução da recomendação de Dasa se baseia em uma avaliação considerada cara, além de um momento de bons lucros aparentemente fragéis, pelo menos até o segundo trimestre de 2013. Os analistas mantiveram o preço-alvo em R$ 13,50 – o que configura um downside de 0,04% em relação à mesma cotação de fechamento.
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Os investidores devem manter a cautela antes de assumir uma posição demasiadamente otimista no caso uma aparente recuperação de desempenho em comparação à base muito baixa estabelecida em 2012, avaliam os analistas. Para eles, a administração pode melhorar o desempenho da Dasa em relação a questões como falta de colação de preços e um cenário mais acirrado. Entretanto, isso não resulta uma mudança nos fundamentos.
“Portanto, o timing de investimento é vital no caso da Dasa, e nossa recomendação é aguardar que a ação fique realmente barata antes de reanalisar a história da companhia”, afirmam Campos e Moscardini.