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SÃO PAULO – As chuvas fortes, como as que atingiram a cidade São Paulo esta semana, não apenas prejudicam por conta do trânsito e do desconforto que afugentam as pessoas das ruas. O consumidor acaba sendo obrigado a comprar produtos com alta incidência de cargas tributárias, que aumentam de forma significante ao longo da cadeia.
O contador da Verbanet Legislação Empresarial Informatizada, Ernesto Dias de Souza, fez as contas e concluiu que 33,96% do preço das capas plásticas são impostos e contribuições. E esse percentual é de 30,96%, no caso do guarda-chuva, do pára-raios, da capa de gabardine e das botas.
Cálculo
“A maioria dos comerciantes repassa os tributos ao consumidor. Eles só não fazem isso, quando o produto já custa caro, quando comprado do fornecedor, pois um aumento brusco pode afetar as vendas. Nesse caso, é preferível obter um lucro mais baixo”, diz o contador.
Por exemplo, um pára-raios custa, em média, R$ 1 mil no varejo. Estão embutidos nesse preço R$ 309,60 em tributos. Se comparado o peso dos impostos e contribuições com o preço do produto sem adição de tributos, o percentual de incidência é ainda mais alto: 44,84%.
Observe a relação de tributos e preços:
| Quanto custa | |||
| Material | Preço médio do produto no varejo | Relação tributos e preço total | Relação tributos e preço sem considerar impostos |
| Pára-raios | R$ 1 mil | 30,96% | 44,84% |
| Guarda-chuva | R$ 20 | 30,96% | 44,84% |
| Capa plástica | R$ 20 | 33,96% | 51,42% |
| Capa gabardine | R$ 200 | 30,96% | 44,84% |
Fonte: Verbanet