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SÃO PAULO – A cultura do arroz foi fortemente atingida pelas chuvas que caíram nos últimos dias no Rio Grande do Sul. No total, foram mais de 500 milímetros de chuva em apenas uma semana, atingindo 38 municípios gaúchos e mais 1.800 pessoas.
O prejuízo ainda não foi contabilizado, mas relatos de produtores deixam o setor preocupado. Em Alegrete, por exemplo, a enchente já é considerada uma das maiores da história, deixando muitas lavouras de arroz submersas e comunidades rurais ilhadas. Em Cachoeira do Sul, a enchente na ponte da Barragem do Fandango chegou a 25,7 metros. O risco agora é com o desabamento de pontes, como a da Várzea do Castagnino, na BR-153, que foi interditada.
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), através do prefeito de Uruguaiana, Luiz Fuhrmann Schneider, entregou um documento à presidente da República, Dilma Rousseff, pedindo apoio para os produtores atingidos pela chuva.
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O dirigente da Federarroz, Henrique Dornelles, lembra que os produtores estão descapitalizados, diante de preços desvalorizados e altos custos de produção, e que qualquer quebra de produtividade comprometerá a renda no campo. “Fatalmente precisaremos de apoio na equalização dos financiamentos e encargos, além de um prazo mais longo de pagamento para alguns produtores, com o objetivo de mantê-los adimplentes e na atividade”, salienta o presidente da entidade.