Chrysler espera decisão judicial para livrar-se de concordata

Recuperação judicial supervisionada pelo governo dos EUA aproxima-se do final, quase um mês após sua instalação

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SÃO PAULO – O destino da Chrysler já parecia traçado, após o pedido de concordata realizada no final de abril. Contudo, passado quase um mês, investidores já preparam o fim do processo de recuperação judicial, salvando a maior parte das operações da empresa.

Se não pode ser alardeada como um sucesso retumbante, a operação desencadeada com apoio do governo dos Estados Unidos aproxima-se de sua meta – levantar a maior parte dos ativos da empresa em 30 dias após o pedido de concordata.

Nova vida

Mesmo frente à grande complexidade do processo, analistas indicam haver pequena chance de uma reversão na aprovação judicial da venda dos ativos da empresa, cuja parcela essencial permanecerá unida em uma nova empresa, mas será repassada ao controle da italiana Fiat.

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Também fazem parte do negócio um fundo ligado ao sindicato dos trabalhadores da empresa, bem como os governos do Canadá e dos EUA. A decisão da justiça norte-americana sobre o caso deverá ser conhecida na próxima quarta-feira.

A velocidade na conclusão do acordo foi desde cedo apresentada pela Chrysler como necessária para a sobrevivência da empresa, que encerrou as atividades em suas fábricas mas ainda arca com pesados custos para a manutenção das plantas. Todavia, alguns credores e fornecedores da montadora mantêm esperanças de conseguir a postergação da decisão.