Choque energético por guerra no Irã pode levar Alemanha à recessão, diz DIW

O instituto reduziu pela metade a projeção de crescimento do país para 0,5% este ano devido à alta nos preços do petróleo e do gás, que pressiona a inflação e o consumo

Reuters

Placa mostra preços da gasolina e do diesel em posto de Munique, Alemanha 2 de maio de 2026. REUTERS/Angelika Warmuth/Foto de arquivo
Placa mostra preços da gasolina e do diesel em posto de Munique, Alemanha 2 de maio de 2026. REUTERS/Angelika Warmuth/Foto de arquivo

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BERLIM, 10 Jun (Reuters) – A ⁠economia da Alemanha deverá entrar ⁠em recessão técnica este ano uma vez ‌que o choque nos preços da energia provocado pela guerra no Irã prejudica a recuperação ‌frágil, afirmou o instituto econômico DIW nesta quarta-feira, reduzindo pela metade sua previsão de crescimento para 2026.

O DIW Berlin prevê agora que a maior economia da Europa crescerá 0,5% este ⁠ano ‌e 0,8% em 2027, cerca de ⁠meio ponto percentual a menos do que o previsto na primavera.

O instituto afirmou que a produção provavelmente sofrerá uma ligeira contração tanto no segundo quanto no terceiro trimestre, ​antes de se estabilizar no final do ano.

Muitos economistas definem uma recessão como dois ​trimestres consecutivos de queda no Produto Interno Bruto de um país.

O DIW afirmou que os custos mais altos do petróleo e do gás estão elevando os preços ao ‌consumidor, enfraquecendo o poder de ​compra das famílias e aumentando a incerteza para as empresas.

A inflação deve atingir 2,9% este ano e 3% em ⁠2027, acima ​da meta ​de 2% do Banco Central Europeu.

“O choque nos preços da energia ⁠está desacelerando visivelmente a ​recuperação — mas não estamos passando por uma repetição de 2022/23”, disse a chefe de previsões do ​DIW, Geraldine Dany-Knedlik, acrescentando que a oferta de energia permanece segura e que ​a Alemanha ⁠está menos dependente das importações de combustíveis fósseis do que ⁠após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O DIW acrescentou que os gastos públicos, incluindo maiores despesas com defesa e fundos para infraestrutura, estão impedindo uma desaceleração ainda mais acentuada.

(Reportagem de Maria ​Martinez)

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