China responde ministro de Trump e alerta para risco de “confronto devastador”

Conforme conta o jornal El País, em uma dura advertência, os veículos alertaram Rex Tillerson, indicado para a secretaria de Estado, para que tome cuidado com suas declarações.

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SÃO PAULO – Os meios de comunicação oficiais da China deram nova demonstração de insatisfação com o que se desenha para a política internacional durante o mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Conforme conta o jornal El País, em uma dura advertência, os veículos alertaram Rex Tillerson, indicado para a secretaria de Estado, para que tome cuidado com suas declarações.

“A hostilidade de Tillerson em relação à China cai muito mal se se materializa”, dizia o jornal China Daily em editorial, após declarações feitas pelo ex-presidente da Exxon Mobil em sabatina de confirmação no Senado norte-americano realizada na quarta-feira. Diz o periódico que, se Washington realmente se propuser a impedir o acesso às ilhas artificiais, “abriria o caminho para um confronto devastador entre a China e os EUA”. 

Outro texto, do jornal Global Times, chega a falar diretamente na possibilidade de uma guerra. “Se a equipe diplomática de Trump definir as futuras relações entre China e EUA como está fazendo agora, é melhor que as duas partes se preparem para um enfrentamento militar”, afirmou. A publicação, ligada ao Partido Comunista da China (PCCh) é uma das mais influentes do país.

Na quarta-feira, Tillerson afirmou que queria deixar claro à China que o acesso às ilhas no disputado Mar do Sul da China “não será permitido”, mas sem dar mais detalhes sobre seu plano de ação.

“Como Trump ainda tem que tomar posse, a China mostrou contenção cada vez que os membros de sua equipe expressaram pontos de vista radicais, mas os EUA não deveriam pensar que Pequim tem medo de suas ameaças”, afirmou a publicação, que pertence ao mesmo grupo editorial do “Diário do Povo”.

Além disso, o Global Times apontou a hipótese de um conflito atômico, ao afirmar que “Tillerson faria bem em se atualizar sobre estratégias nucleares se quer que uma potência nuclear se retire de seus próprios territórios”.

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Por outro lado, o jornal afirma ainda que a fala radical do secretário de Estado poderia ter sido apenas um gesto teatral, para que ele se mostrasse como um político firme em relação a Pequim.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.