Após peste suína

China quer se tornar quase autossuficiente em carne suína

Governo lidera uma campanha para aumentar eficiência e segurança do setor de alimentos, reduzir desperdício e aumentar peso do abastecimento doméstico

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(Bloomberg) — A China, maior consumidora de carne suína, estabeleceu uma meta de longo prazo para se tornar quase autossuficiente na proteína apoiada em grandes fazendas de suínos, enquanto o país busca reduzir a dependência da importação de alimentos.

A peste suína africana encolheu os plantéis de suínos da China quase pela metade, o que impulsionou as importações e elevou os preços da carne suína a nível recorde.

O governo do presidente Xi Jinping lidera uma campanha para aumentar a eficiência e a segurança do setor de alimentos, reduzir o desperdício e aumentar o peso do abastecimento doméstico.

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A China tem como meta 95% de autossuficiência em carne suína, de acordo com documento do Conselho de Estado sobre o desenvolvimento do setor pecuário. O país também planeja expandir as importações de produtos de carne seguros de mais países para complementar a produção.

O aumento dos plantéis de suínos impulsionará as compras internacionais de soja e grãos para ração necessários para engordar os animais. O país já é o maior comprador de soja e deve se tornar o importador número 1 de milho.

Com milhões de pequenas fazendas de suínos que criam menos de 500 animais por ano, a China agora estabeleceu uma meta de que 70% de todas as fazendas de suínos sejam de grande escala até 2025, proporção que deve aumentar para 85% até 2030.

Os estoques de suínos já estão em expansão: os plantéis aumentaram pelo sétimo mês consecutivo em agosto, sinalizando confiança crescente entre criadores. Mais de 11 mil novas fazendas de grande escala se tornaram operacionais, de acordo com o Ministério da Agricultura. Empresas como Wens Foodstuffs, Muyuan Foodstuff e New Hope Liuhe traçaram programas ambiciosos.

A China também busca a autossuficiência básica em aves e ovos. O país importa principalmente pés de frango, que são considerados uma iguaria. O país planeja atender cerca de 85% da demanda de carne bovina e ovina e mais de 70% do consumo de lácteos com produção local, segundo o plano.

O país vai modernizar o setor de abate com a construção de unidades mais modernas e fechar outras de menor porte. As unidades de abate serão construídas perto das fazendas para encurtar a distância de transporte dos animais e evitar a propagação de doenças.

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