Publicidade
SÃO PAULO – O modelo de crescimento chinês, atualmente baseado nas exportações de produtos industrializados, está migrando para um voltado para o consumo e o mercado interno – avaliou David Lipton, vice-diretor gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) em reunião com autoridades do país nesta sexta-feira (8).
“Essa transformação pode substancialmente aumentar o padrão de vida na China e contribuir para o crescimento forte e balanceado da economia global”, afirmou Lipton. O FMI apoia a decisão chinesa de promover o crescimento de alta qualidade ao mesmo tempo em que ajusta suas políticas macroeconômicas para impedir que a economia desacelere drasticamente.
Reformas já!
Para isso, o gigante asiático prepara um pacote de reformas: aumentar a renda das famílias, liberar o sistema financeiro, fortalecer o sistema de segurança social e diminuir impostos ao mesmo tempo em que continua a fortalecer sua moeda. Essas reformas estão inclusas no 12º plano quinquenal do Partido Comunista chinês.
“O tempo de implementação é um ponto chave chave para o país”, afirma Lipton. Na visão do economista, elas precisam ser rápidas para evitar um crescimento dos riscos associados e garantir uma transição suave para o novo modelo. Se não, a possibilidade é que as distorções continuem a crescer e façam com que os investimentos na economia chinesa se reduzam.